A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 29/05/2020
Durante o século XX, ocorreu no Brasil a Ditadura Militar, a qual instigou vários movimentos sociais, como por exemplo, a Passeata dos Cem Mil, que mostrava a insatisfação da população contra o regime vigente e o AI-5. Atualmente, em face disso, a participação política vem tomando o meio digital, sobretudo pelos jovens. Através das redes sociais, a disseminação de ideias e movimentos alcança um público maior permitindo o engajamento de todos os internautas, a partir das ferramentas de interação.
Primeiramente, é preciso entender o papel da política no Brasil contemporâneo. De acordo com a socióloga Lorize Lacerda, professora da UNESP, a política ficou historicamente entendida como sendo para alguns, cabendo ao cidadão o papel do voto. No entanto, sabe-se que a participação política vai além disso, é necessário o acompanhamento dos projetos. Por isso, o jovem desempenha um papel fundamental nesse âmbito, pois precisa garantir que haja projetos de lei que o beneficie futuramente. Por estar preocupado em garantir uma vaga no mercado de trabalho, ele se detém à formação acadêmica, porém, faz-se necessário um engajamento na política para que exista leis que o ajude a conquistar essa vaga.
Outrossim, é notório que há uma maior participação dos jovens na política para defender a educação. Têm-se o pensamento de que a juventude é desinformada, mas o que lhes faltam é uma formação aprofundada. A internet possui o papel de propagação de notícias, as quais podem ser verídicas ou não. Apesar de alguns compartilharem conteúdos equivocados, a maioria possui informações tênues ou superficiais que permitem o engajamento no mundo atual. Em virtude disso, atualmente ocorreu o movimento #adiaenem em favor dos estudantes prejudicados pela paralisação das aulas em decorrência da pandemia do COVID-19. Por causa da desigualdade socioeconômica na sociedade brasileira, muitos deles não possuem acesso à internet, o que afeta o desempenho no exame. Por isso, iniciaram o movimento e conseguiram a aprovação no Senado.
Nessa perspectiva, torna-se evidente que a participação política do jovem contemporâneo está pautada em manifestos virtuais, porém, é preciso que haja um fortalecimento desse ideal na juventude. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação deve implementar no currículo escolar a matéria de Educação Política para que a Escola trabalhe a construção do conhecimento crítico na atualidade, contribuindo com a formação de argumentos válidos. Além disso, a Escola deve promover palestras através de professores e profissionais de publicidade abordando as repercussões dos movimentos digitais, a fim de fomentar o uso do meio digital na luta por direitos da sociedade. Dessa maneira, é possível que a participação política do jovem no Brasil ganhe força e assegure projetos que o beneficie.