A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 19/05/2020
Na Grécia Antiga foi cunhado o conceito de cidadania, que estabelecia os direitos dos indivíduos que viviam na polis. Nesse contexto, os cidadãos não só eram iguais perante as leis, como participavam diretamente das decisões políticas. Contrariamente, no Brasil hodierno, observa-se uma lacuna no que concerne a atuação do jovem na política. Dessa forma, percebe-se que a dificuldade para adquirir uma atividade concreta dessa nova geração reflete um cenário desafiador, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança na mentalidade social.
Mormente, pode-se apontar como um empecilho a consolidação de uma solução, a ineficiência de diversas leis. Segundo o filósofo John Locke, " As leis fizeram-se para os homens e não para as leis". Nesse sentido, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, a saúde, educação, alimentação e moradia são garantias básicas decretadas na legislação brasileira ao cidadão, e na realidade muitas dessas não são concretizadas, o que acaba por reforçar um sentimento de desconfiança e afastamento dos jovens na política brasileira.
Outrossim, a retarda modificação da mentalidade social é um grave impasse para a resolução da problemática. Conforme Durkeim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da pouca influência dos jovens na política brasileira é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social de corrupção, a tendencia é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.
Portanto, indubitavelmente, medidas são essenciais para resolver esse cenário. Faz- se necessário, pois, que para modificar a visão da população acerca das leis, o Poder Judiciário com o Ministério da Educação, promovam palestras e debates em escolas acerca do processo de elaboração e fiscalização das leis no Brasil, a fim de que as novas gerações se tornem mais atuantes, entendendo o propósito das legislações e suscetivamente participando mais da politica brasileira. Em suma, é preciso que se aja agora, pois, como constatou Anne Frank: “Que maravilha é ninguém precisar esperar um único momento para melhorar o mundo.”