A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/06/2020
Na obra “Apologia de Sócrates”, escrita pelo filósofo grego Platão, é descrita a maneira pela qual Sócrates foi julgado e condenado a morte. Uma das sentenças direcionadas ao pensador ateniense é a de “corromper a juventude”, construindo um pensamento crítico e político diferente à época. Relacionado a contemporaneidade, os jovens permanecem descrentes e ausentes correlação a política brasileira, devido aos inúmeros casos de corrupção, alienamento e descomprometimento para com a população. Posto isso, é essencial a análise detalhada dos fatores, para se estabelecer uma solução.
Em primeira análise, é fundamental relembrar um evento importante, decorrente em 2013, no Brasil: as denominadas “Jornadas de Junho”, foram manifestações apoiadas e realizadas por grande parte dos adolescentes e adultos brasileiros, esses protestos reivindicavam a diminuição das tarifas de transporte, contestavam os gastos públicos e mostravam sua indignação com a corrupção presenciada pelos políticos nacionais. Por meio disso, o escritor inglês, Samuel Johnson, cita: “A vida não pode existir em sociedade senão através de concessões recíprocas”. Desse modo, é perceptível que os cidadãos estão parcialmente cientes da má administração, do qual o país tem sido vítima durante tantos anos, no entanto, devido a falta de medidas corretivas para com as mazelas brasilienses, é evidenciado o porquê da falta do estímulo presente nos indivíduos que estão travando uma batalha extremamente desigual.
Em segunda análise, com o advento da globalização da “internet”, tornou-se mais prático a propagação de notícias, falsas ou verdadeiras, que bombardeiam frequentemente os usuários da rede. Nesse sentido, tornou-se comum a interação da juventude entre as redes sociais, diminuindo sua participação nas ruas, porém, crianças e adolescentes estão expostos a pensamentos distorcidos e geralmente extremistas, os quais desencorajam para a criação de um pensamento racional que tenha como objetivo buscar o bem comum. Sendo assim, é fundamental supracitar a “sociedade saudável”, do sociólogo francês, Émile Durkheim, na qual baseava-se em uma comunidade imperfeita que estava em harmonia, pois seus indivíduos não priorizavam sua diferenças, mas sim o bem-estar da maioria.
Portanto, é necessário que haja uma transformação gradual e positiva na intervenção política no que se refere a juventude brasileira. Destarte, o Ministério da Educação, associado á ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e instituições de ensino publicas e privadas, deve criar um espaço referente ás disciplinas de humanas visando o debate dos jovens no que concerne a administração social e econômica do país, mantendo-o atualizado e consciente sobre os mais variados assuntos. Ademais, por meio da educação, será possível construir um futuro promissor e jovem para o Brasil, cuja a atuação dos cidadãos será eficiente e integral.