A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/05/2020

A participação na política do jovem no Brasil contemporâneo é certamente um dos assuntos mais analisados e discutidos ao passar dos anos, entretanto, muitos ainda subestimam e enxergam esta geração desinteressada no assunto, acarretando preocupações sobre a futura sociedade brasileira que será protagonizada por eles. Porém, apesar de a política brasileira ainda não ser o principal tema entre jovens, isso não significa que muitos se sintam engajados em situações e crenças comuns perante a sociedade, as quais são fortemente discutidas hoje na internet por meio de redes sociais, como o Twitter, Instagram, Facebook e etc.

Esta não usual forma de protesto ganha popularidade pelo nome de “manifestantes de sofá”, pessoas dispostas a se manifestarem sobre assuntos apenas no conforto de suas casas, mas dificilmente nas ruas por meios presenciais. Essa alternativa pode ser considerada como inútil ou não eficaz, porém não deixa de ser uma forma de protesto contra alguma insatisfação em comum por muitos. Um forte exemplo que agitou a internet brasileira no ano de 2020 foi a morte de João Pedro Mattos Pinto, menino negro de 14 anos brutalmente assassinado por policiais na casa do seu primo em plena luz do dia, sem ter cometido alguma infração ou delito perante à lei. Não apenas esse, mas muitos outros casos são abordados e protestados via redes sociais, em prol de um bem maior e justiça aos injustiçados, como no caso de Joao Pedro Mattos.

Apesar de inúmeras causas serem mobilizadas por meio da internet, a falta de participação política do jovem no brasil ainda é considerada alta e sem progressão em camadas da sociedade mais escassas de oportunidades. Muitos jovens, principalmente os educados em rede pública, não recebem educação política proveniente das escolas e de suas famílias, além da desilusão no governo atual, promessas não cumpridas e falta de oportunidades que, consequentemente, acabam gerando uma alta porção da população desinformada e desinteressada na participação política, ja que esta provavelmente permanecerá concentrada nas mãos da classe alta, dominante das vias intelectuais.

Em conclusão, é dever das políticas educacionais brasileiras, junto ao governo nacional, de proporcionar uma educação política inclusiva e eficaz, por meio do uso de canais de comunicação, como a televisão, jornais e internet, a fim de incentivar o interesse em questões publicas pelas novas gerações, estas capazes de gerar diversas melhorias para suas vidas e um futuro da nação mais empoderado de conhecimento.