A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 20/05/2020
No livro “A Utopia”, de Thomas More, o autor escreveu sobre uma imaginária sociedade ideal, em que todos votavam para eleger os cargos superiores, até mesmo os príncipes. Nesse contexto, o Brasil é uma república democrática e os presidentes são eleitos pelos cidadãos, porém não como a ilha da obra literária, já que os jovens brasileiros não possuem significativa participação política, prejudicando assim a democracia do país. Tal realidade ocorre por causa do quadro político desesperançoso e uma educação falha sobre o assunto.
Primeiramente, é imprescindível salientar que os últimos mandatos presidenciais foram conturbados e com várias crises, isso fez com que pessoas entre 16 e 18 anos, que não são obrigadas a votar, não tivessem esperança em conseguir mudar a realidade com o seu voto. Nesse âmbito, essa falta de participação do jovem brasileiro nas eleições se deve ao fato de que 63% deles acham que o Brasil não está no caminho certo, segundo o Instituto Data popular, e assim preferem se abster com o pensamento de que todos os futuros governantes não melhorariam o atual quadro. Por isso, destaca-se a necessidade dos políticos em criarem medidas públicas atrativas, além de oferecer bons exemplos, valores e princípios éticos.
Outrossim, as escolas brasileiras valorizam o conteúdo, mas pouco prepara o aluno para a realidade do “ser cidadão”, e também há uma ausência de educação política que prejudica a atual democracia. Nesse viés, como o ser humano nasce sem conhecimentos, e são as vivências e experiências que transformam ele, segundo a teoria da tábula rasa de John Locke, se ele não tiver contato com a política brasileira e nem saber como ela é feita, ele não vai saber como ele pode mudar a atual realidade e a importância do voto e da participação dele para o futuro. Assim, faz- se necessário ensinar a importância das eleições nas escolas, mas também a composição dos três poderes e os deveres e direitos tanto dos eleitores como os dos eleitos.
Destarte, a sociedade brasileira contemporânea não tem grande participação política dos jovens e para que essa realidade mude é preciso que o Governo, através do Ministério da Justiça, crie medidas públicas que atraiam os adolescentes. Um meio disso ocorrer é divulgando os projetos dos candidatos em redes sociais, principalmente os que envolvam educação, ciência e bem estar, que são as prioridades dessa parcela populacional, dessa forma, haverá um maior interesse em decidir o voto. Além disso, é necessário que as escolas ensinem a importância de participar, enquanto cidadão, da vida política do país, por intermédio de discussões, palestras e até eleições internas com a finalidade de obter uma democracia mais sólida.