A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/05/2020

Em um dos episódios da série canadense “Anne with an E” a protagonista, junto à seus colegas de classe, se manifestam contra o ato de censura imposta pelo grupo de pessoas que detinham controle político sob a comunidade fictícia de Avonlea, que definiram o que deveria ser ou não divulgado pela gazeta local. Fora da ficção, percebe-se que a participação política dos jovens no Brasil se mostra preponderante para o progresso nacional, uma vez que exigem transformações pertinentes à hodiernidade. Nesse sentido, infere-se a necessidade de análise acerca do engajamento dos jovens brasileiros para, assim, fomentar seu ingresso cada vez mais recorrente no quadro político do país.

Em primeira instancia, é preciso analisar que a presença dos jovens e adolescentes no cenário que tange a administração política da nação possui papel imprescindível para a melhoria da coletividade, haja vista a exigência de mudanças que buscam a conformidade com as necessidades pertencentes à contemporaneidade. Dessa forma, percebe-se uma gradual mudança de valores e ideais que destoam de uma realidade retrógrada e tentam aproxima-la de uma paulatinamente mais igualitária e que supra as necessidades da população vivente. Nesse ínterim, cabe pontuar a manifestação dos “Caras Pintadas”, movimento estudantil brasileiro realizado no decorrer do ano de 1992, que teve como objetivo principal o impeachment do presidente do Brasil na época, Fernando Collor de Mello, fato que apresentou resultados positivos e evidencia a força proporcionada pelo protagonismo jovem ao gerar alterações significativas na sociedade.

Outrossim, nota-se que com o advento da Terceira Revolução Industrial ocorreu a evolução de meios tecnológicos e científicos, ação que propiciou e facilitou o contato gradativo e abrangente da internet para a população. Nesse contexto, o que se nota é a utilização de tal meio informacional na busca de  garantia da repercussão de direitos preestabelecidos legalmente, a exemplo da cantora juvenil Soffia, que se se utiliza da música como ferramenta de luta e resistência negra e feminina, aumentando seu alcance ao disponibiliza-las em redes sociais e, assim, fomenta o engajamento político de outros jovens. Em síntese, torna-se indubitável que a atuação dos jovens no meio político sanciona avanços relevantes ao corpo social e, portanto, urge a necessidade do incentivo a tal ação praticada por estes.

Diante disso, mostra-se imperativa a participação do Ministério da Educação, na elaboração de projetos educacionais acerca da necessidade da participação dos jovens na política brasileira, posicionando-os como agentes sociais, através da disseminação de campanhas televisionadas e ministradas em locais públicos, com a inclusão de debates entre professores e alunos, a fim de acarretar um crescente envolvimento jovem nas questões que pautam sobre o cenário político do país.