A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/05/2020
Segundo a filósofa Hannah Arendt “a essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Porém mesmo compreendendo este fato, atualmente, cabe o questionamento acerca da popularização das redes sociais e a falta de compreensão do poder do voto no Brasil.
É inegável a herança histórica do movimento estudantil (UNE - União Nacional dos Estudantes) na luta contra a ditadura militar, impeachment do ex presidente Collor, bem como na ocupação das escolas em 2015. Porém ainda há a falta de consciência do poder do voto. Enquanto o pensamento de indiferença predominar nas urnas, a luta será constante e os objetivos da mesma não serão alcançados, pois haverá falha na representatividade política.
Em virtude da disseminação das redes sociais, o comodismo e a falta de profundidade nos assuntos em pauta é evidente. A falsa ilusão de que as questões sociais serão resolvidas com grandes textos, hastags e páginas criadas gera o empoderamento ilusório.
Portanto, cabe ao Governo do Estado, aliado às secretarias municipais, divulgar o direito ao título de eleitor a partir dos 16 anos de idade, assim como o incentivo fiscal aos movimentos estudantis. Além disso espera-se que sejam abertas sessões nas respectivas câmaras, para assim dar voz aos movimentos e verdadeiramente empoderá-los.