A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/05/2020

A luta com a juventude brasileira

Na década de 80, após o fim do regime militar, o direito ao voto para maiores de 16 anos foi concedido. Nesse âmbito, a participação política do jovem no Brasil só aumentou, tendo em vista que lutaram pelas “Diretas já”. Entretanto, na contemporaneidade, percebe-se que houve uma diminuída nessa participação, haja vista que não há incentivo no campo educacional, bem como abdicam seu direito de voto por não ser obrigatório ainda.

Sob essa conjuntura, é de se levar em consideração que, parcela da população jovem no Brasil não garante seu voto nas eleições, mesmo tendo o poder de decidir seu futuro através da democracia. Nesse sentido, com o direito do voto, o jovem pode exercer a cidadania através do seu espaço de poder e, assim, poderá se libertar das correntes metafóricas de Rousseau. Dessa forma, o governo deve assegurar que todos os jovens votem, pois onde há poder, há resistência, consoante Michel Focault.

Além disso, nota-se que no âmbito aducacional não existe incentivo ao jovem de exercer seu papel politicamente. A esse respeito, é importante que a escola oriente o aluno a esse tipo de comportamento político, haja vista que a consciência humana é criada pela pressão social, principalmente a partir da educação, de acordo com o filósofo Emile Durkhein. Dessa forma, quanto mais cedo o jovem for orientado, mais sedo fará valer sua voz dentro do Estado Democrático de Direito.

Torna-se evidente, portanto, que é necessário buscar metas para melhorar a participação do jovem no campo político da contemporaneidade. Nesse sentido, o Poder Judiciário com o Ministério da Educação, deve assegurar que todos os jovens no Brasil exerça seu papel politicamente, por meio de leis que defenda-o de conflitos da sociedade, assim, o MEC deve garantir sistematicamente o incentivo da política nas escolas. Essa iniciativa teria a finalidade de assegurar que a participação dos jovens na política esteja sempre ativa.