A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 31/05/2020
Conforme o pensamento do filósofo Sartre, o ser humano é livre e responsável, cabe a ele seu modo de agir. Nesse sentido, é o coincidente que a participação política do jovem se tornou mais importante na política nacional brasileira contemporânea. Logo, nota-se o uso massivo da internet como um grande fator para o aumento do desinteresse dos mesmos, bem como é válido ressaltar que a posição hierarquicamente inferior, tutelada e supostamente imatura do jovem que encontra-se naturalizada na maioria das relações, impede uma maior mobilização do grupo.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Folha de S.Paulo, um terço do eleitorado brasileiro é formado por jovens de 16 a 33 anos (cerca de 45 milhões dos 144 milhões aptos para votar). Dessa forma, nota-se que mesmo sendo numerosa, a quantidade de votos desse grupo vem diminuindo com o passar dos anos. Diante disso, é indispensável destacar que o uso massivo da internet, faz com que os jovens estejam a par dos políticos e suas atitudes, e por estarem presentes em debates do espaço virtual, mas não necessariamente formados par serem críticos, não se sentem incluídos ou representados.
Em uma pesquisa realizada pelo professor Marcos Mesquita, da Universidade Federal de Alagoas, constata-se que mesmo envolvido, o grupo dos jovens prefere não mobilizar uma luta política por levarem uma posição supostamente imatura que encontra-se naturalizada na maioria das relações. Desse modo, além de se sentirem hierarquicamente diminuídos, possuem uma descrença associada à política institucional, seja pelos desgastes dos partidos políticos e suas dinâmicas, seja por pensar que a via eleitoral e a democracia formal não têm sido suficientemente eficazes como forma de garantir direitos e uma vida digna.
Portanto, torna-se necessário que o Ministério da Educação e os professores de colégios particulares e públicos incentivem os jovens a participar e fiscalizar mais a política nacional brasileira, introduzindo matérias voltadas para as ciências políticas em sua grade curricular, afim de não só incetiva-los, como também atiçar a sua curiosidade e impulsionar o pensamento e senso crítico do jovem desde cedo. Assim, poder-se-à vivenciar a lógica defendida por Ivone Boechat, para não ser anarquia, a democracia precisa da educação.