A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 22/05/2020
Na década de 80, ocorreu um movimento civil de reivindicação contra as eleições indiretas para o presidencial no Brasil. Este movimento estava sendo representado, predominantemente, pela juventude brasileira e ficou conhecido como Diretas Já. Hodiernamente, vê-se que há um grande descontentamento com os atuais líderes do país, o que vem levando ao desânimo dos jovens para com a política. Logo, é necessário analisar os fatores que levam para este quadro e como resolvê-lo.
A priori, devemos destacar que a participação política do jovem, em nosso país, está sendo agravado pelo descrédito aos políticos e suas ações governamentais. Em análise da teoria da Modernidade Líquida, do sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade tem fragmentado as suas relações e, dessa forma, esquecem de consolidar as estruturas políticas e sociais contemporâneas. Com isso, verifica-se que o distanciamento dos jovens para com atividades políticas deve-se ao fato da descrença aos governantes e pelas suas atuais relações que se encontram fragmentadas.
Outrossim, a Carta Magna promulgada em 1988 garante direitos e deveres para os cidadãos, para que os mesmos possam agir e reivindicar perante à lei que os seus direitos sejam exercidos. Porém, a população não conhece o seu atual papel na sociedade, por falta de iniciativa política no que se refere à educação de democracia e direito.
Portanto, é notório que a participação do jovem na política faz-se mais do que necessária. Com isso, cabe ao Ministério da Educação aplicar nas escolas públicas e privadas aulas interativas que expõe aos jovens discentes os seus deveres, obrigações e formas de serem mais ativos politicamente. Ademais, o Governo deve abrir portais nas redes de internet que possibilitam o acesso rápido e fácil para a comunicação entre os políticos e a população. Dessa forma, conseguiremos uma maior interação dos jovens na política no Brasil contemporâneo.