A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/05/2020

Durante o regime militar, o indivíduo que se manifestasse contra o partido ditatorial,  Arena, era duramente reprimido e essa opressão alimentou o desejo pelos jovens de poder ter maior participação na política brasileira o que ocasionou movimentos como as Diretas já. No cenário hodierno, percebe-se uma inversão desse quadro, pois muitos deles almeijam mudançãs, mas não querem manifestar seus anseios nas ruas , além disso discutir sobre política é motivo para a propagação do discurso de ódio. Nesse sentido, é necessário analizar tais fatores que prejudicam o exercício da democracia.

Mormente, é nítido que protestar apenas pela internet não é o meio mais efetivo para consseguir mudanças. Os meios virtuais podem de fato serem uma das principais formas de propagar ideais, falhas do governo e citar o que deve ser melhorado. Ademais, também é uma ferramente que inclui pessoas que não tem condições de manifestarem no mundo físico. Contudo, o problema é se restringir  apenas nisso o que é históricamente comprovado que não traz alterações efetivas, por exemplo a primavera árabe em que, no começo, enquanto as manifestações estavam sendo feitas pelas redes sociais o presidente Túnisiano mostrou desinteresse em relação a esse fato, entretanto quando houve protestos em massa da população pelas ruas eles consseguiram depor o governo ditatorial. Sob essa óptica, os jovens devem usufruir do direito de se manisfestar, mas na forma que se obtenha resultados.

Em segundo plano, um direito de todos  é poder se posicionar a favor ou contra um deteterminado partido político. No entanto, o imbróglio se encontra na formação dos discursos de ódio provinientes dessa oposição. Segundo Jürgen Harbemas,em seu livro “Teoria do agir”,  “Argumentação é o tipo de discurso em que os participantes tematizam pretensões de validade controversas e procuram resolvê-las ou criticá-las com argumentos.” Diante dessa perspectiva, os jovens geralmente não seguem essa linha de pensamento, prova disso é que em debates eles utilizam informações inveridicas e quando são totalmente refultados  não aceitam o erro e apelam para a ofensa  e no pior dos casos para a violência.

Portanto, subterfúgios devem ser formulados a fim de mitigar os empecilhos supracitados. Logo, é fulcral que o Ministério da educação incentive as escolas a fazerem grupos de debates sobre políticas históricas e isso pode ser feito por um professor capacitado que ira intervir se um argumento mencionado for falso ou ofensivo para que os jovens possam se habituar com discurssões sobre política de forma coerente. Além disso, é importantante que os meios midiáticos incitem a participação deles de forma direta na política, por meio das redes sociais e influênciadores para que eles possam ir as ruas exigir melhorias na qualidade de vida. Dessa forma pode-se ter a participação plena do jovem na política o que pode evitar que eventos como a ditadura militar se repita novamente .