A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/05/2020

De acordo com dados do jornal Estadão, o número de eleitores entre 16 e 18 anos caiu cerca de 14,5% nas eleições de 2018, apesar do aparente silêncio nas urnas os jovens encontraram nas redes sociais um modo de mostrar sua voz frente ao Estado.

Em meados de 2010, jovens com a ajuda das redes sociais provocaram uma verdadeira revolução no Mundo árabe, dando inicio a chamada Primavera Árabe. Analogamente aconteceu no Brasil em 2013, em que os jovens, também com auxílio das novas tecnologias, se reuniram e foram para ás ruas reivindicar seus direito. Então ao contrário do que muitos acreditam a nova geração não está calada mas sim revolucionando a forma de fazer politica.

Apesar de votar não ser a única expressão politica existente, é uma das mais importantes, e a falta de participação do jovem na mesma advém de uma questão cultural de desacreditar na importância do seu próprio voto e da resistência de debates políticos em âmbito familiar e em espaços públicos.

Desta forma, pode se inferir que o jovem vem desenvolvendo sua própria forma de expressão politica, mas é preciso que o jovem tenha o incentivo de ir as urnas, de sair das discussões politicas apenas como internauta. Uma forma de atenuar o problema seria o Ministério da educação implementar na grade curricular das escolas um dia da semana para que sejam desenvolvidas discussões políticas apartidárias, para que desde cedo o jovem seja incentivado cada vez mais a ter consciência politica.