A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/05/2020

Na Grécia Antiga, participar da política era um dever prazeroso para os cidadãos, incluindo os jovens; discutir sobre medidas a serem tomadas, pelo coletivo, era o mais importante na vida dos Gregos. A participação política é essencial na democracia,pois,apenas dessa forma,as autoridades conseguem governar pela população e não sobre a população. Um terço do eleitorado é formado por jovens, os quais, infelizmente, no Brasil contemporâneo, não estão conscientes dos seus papéis com o país, devido a militarização feita exclusivamente pela internet e pelo individualismo crescente.

O Twitter e as hashtags tornaram-se a forma, dos mais novos, de demonstrarem suas opiniões, incluindo opiniões políticas. É notório, que essas manifestações, pela internet, são importantes, no entanto, seus efeitos não são os mesmos comparados com passeatas e greves no mundo físico. Por conta de uma geração conectada, mas acomodada, o modo mais confortável de lutar por seus direitos é atrás de uma tela, consequentemente, o envolvimento político é superficial, distante e pouco eficiente.

Paralelo a isso, os jovens estão crescendo em uma sociedade individualista, na qual o que tem maior destaque é a vida privada a pública. Por consequência de uma capitalismo que busca a ascensão individual, a qualquer custo, a nova geração se encapa em uma bolha social e apenas sua próprias necessidades são levadas em consideração, enquanto o público entra em decadência.  Isso coloca a democracia em crise, pois um país que governa para uma parcela da população, não deveria ser considerado essencialmente democrático.

A participação dos jovens na política brasileira esta estremecida, graças ao frágil envolvimento virtual e ao atual capitalismo individualista. Por isso, é necessário que o Ministério da Educação acrescente as matérias curriculares obrigatórias, nas escolas, aulas que ensinem a importância do coletivo, por meio de jogos ou, até mesmo, organizando reuniões entre alunos para discutirem sobre as necessidades vigentes nas suas turmas. Dessa forma, as crianças aprenderão, de maneira prática, o poder do público e assim, poderão, quando jovens, serem mais ativos politicamente.