A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 23/05/2020
No cenário de incertezas políticas e perseguiões aos estudantes que se opunham a ditadura militar,em 1964, o movimento estudantil foi o principal meio de resistência ao regime autóritario da época. No entanto, a juventude brasileira sofreu inúmeras alteraçoês frente às pautas políticas no decorrer dos anos, isso devido às mudanças ocorridas visto o incremento de novas tecnologias e meios de informação que redirecionam as prioridades individuais e coletivas. Em tese, deve-se analisar como se dá a participação desse setor social na política atual do Brasil e as consequências dessa problemática na sociedade.
De uma perspectiva objetiva, é incoerente dizer que a juventude brasileira não se interessa por política. Nesse sentido, cabe avaliar o desempenho das mídias sociais, segundo o site’’ Comunica que muda’’, mais de 70% dos jovens entrevistados utilizam o ‘‘Twitter’’ como forma de se inteirar , opinar e agir junto à política. Isso decorre da dinamicidade das relações do século 21, já que as plataformas de comunicação possibilitam que informações sejam trocadas e ações sejam efetivadas sem que o indivíduo saia de casa , a exemplo disso temos a realização de doações via aplicativos de celular. Todavia, a ansenção de novos métodos de fazer política também trouxe prejuízos à educação civil do país, por vezes, a ‘’enxurrada’’ de informações recebidas não é bem assimilada pelas pessoas , o que causa uma interpretação errada sobre os fatos , aos quais nem sempre é comprovada a veracidade.
Por conseguinte é válido pensar o desenvolvimento crítico da juventude nessa conjuntura. Em virtude disso, o filósofo Platão discute postura social na sua teoria de ‘‘Sociedade Ideal’’, segundo ele aqueles que não gostam de pólitica serão governados pelos que gostam. Tal reflexão é muito ampla, sendo que o analfabetismo político gera uma demanda rasa por informação, dessa forma cria-se nos jovens o sentimento errôneo de que política é um assunto de gente mais velha, tornando-os manipulavéis e incapazes de fazer suas escolhas de forma consciente.
É evidente, portanto, que a atuação dos jovens na política do Brasil enfrenta entraves. Para lidar com essa situação, é de suma relevância a ação do ministério da educação, por meio de políticas públicas ,implementando na grade curricular do ensino médio , projetos de política e cidadania, sobretudo nas aulas de filosofia e sociologia , insentivando via debates o interesse do alunos por temas caros á sociedade, uma vez que esses jovens são os futuros eleitores. Dessa forma , a isegoria de todos os brasileiros será uma primazia, seja na web ,seja nas ruas manifestando. Por tudo isso, o movimento estudantil, no auge dos ‘‘anos de chumbo’’, será um símbolo de perseverança à juventude vigente.