A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 22/05/2020
Democracia, em sentido ampliado da palavra, significa afirmar que representantes do poder devem governar visando ao bem comum, tangendo a população, mormente a juvenil, fiscalizar e pleitear o desenvolvimento de ações com tais finalidades. Entretanto, no cenário hodierno da sociedade brasileira, visualiza-se um contingente de jovens cuja participação política é débil, devido à falta de confiança nos partidos políticos, bem como, em certos casos, à alienação trazida tanto pela Indústria Cultural quanto pela falta de conhecimento das teses abordadas. Por esse viés, compreende-se a diminuição da participação política de tal faixa etária, além da necessidade da mudança desta conjuntura.
A filosofia aristotélica declara que o homem é um ser político, devendo fiscalizar constantemente os feitos dos órgãos governamentais, a fim de averiguar sua eficiência. Todavia, a alienação juvenil à esfera supracitada, em virtude da busca incessante por entretenimento e da insuficiência de conhecimento do que está sendo debatido, reduz exponencialmente a participação destes no que tange às mudanças trazidas pela política. Logo, visualiza-se uma parcela de tal população que não compreende tais ações ou não se importa com essas.
A sueca Greta Thunberg, apoiada por inúmeros adolescentes ao redor do mundo, coloca-se como uma ativista ambiental, intentando a preservação do meio ambiente para as gerações futuras, por intermédio de pressão às autoridades responsáveis. Ainda que seja uma realidade a diminuição da atuação política juvenil, há parcelas que buscam pela efetivação de seus direitos de maneira rápida e eficaz. Por conseguinte, delineia-se a necessidade de mobilização da população adolescente para a mudança concreta da conjuntura vigente.
Destarte, concebendo a necessidade da atuação da faixa etária supracitada na política é fundamental que sua maioria se envolva. É mister que instituições como a escola, apoiada pelo MEC, insira na grade a disciplina política, pretendendo a formação de jovens que compreendem esta ciência e mobilizam-se para a efetivação de seus direitos, assim como a ativista Greta Thunberg. Outrossim, que campanhas publicitárias conscientizem a instituição familiar da precisão de impedir que a Indústria Cultural aliene completamente seus filhos, a fim de formar adolescentes que sejam politicamente engajados e lutem por seus direitos, tal qual a filosofia aristotélica previa.