A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/05/2020
Na década de 80, inúmeros cidadãos foram às ruas em busca de direitos políticos com o movimento “Diretas Já”. No momento atual, o jovem mostra menos interesse em questões políticas. Tal fato dá-se à falta de educação política nas instituições educadoras e nos meios sociais. Logo, essa ausência de educação reflete diretamente no futuro do país.
O jovem brasileiro, geralmente, cresce sem base para a formação de opinião política. Nas escolas, não há incentivo para que se forme o interesse necessário e, por conseguinte, a formação de indivíduos críticos ou politizados. Tais fatores influênciam para a diminuição de jovens participando da política, como mostram os dados do IBGE em 2018: entre 2014 e 2018, o número de adolescentes - entre 16 e 17 anos - com título de eleitor caiu em mais de 10%.
Consoante o psicólogo Lev Vygotsky, a educação e a convivência são fatores responsáveis diretos para a construção da personalidade humana. Contudo, o brasileiro não foi educado para debater política, e sem esta educação, não há posicionamento e participação efetiva.
Portanto, é evidente que a falta de diálogo com os mais novos, desde a escola, é prejudicial para o seu futuro e afeta seu interesse em participar da política. Então, cabe ao Ministério da Educação, introduzir política e a sua importância por meio de palestras, materiais de divulgação e a prática nas escolas através de grêmios estudantis, mostrando a importância da participação política para o futuro de todos.