A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/05/2020
Segundo o filósofo grego Sócrates, o homem é um animal político e social e busca na Pólis exercer sua cidadania a fim de garantir o bem maior que é a felicidade, porém no Brasil a população parece não corroborar com essa teoria. Isso ocorre tanto pela falta de educação política no sistema educacional quanto pela individualidade da sociedade moderna.
A ausência de educação política no Brasil está arraigada a não existência, na grade curricular das escolas brasileiras, de matérias que tratem diretamente sobre economia e desenvolvimento do país, retardando, assim, consideravelmente, o contato dos jovens com à política. Essa lacuna educacional permite que cada vez mais os eleitores desprezem o interesse coletivo em prol dos interesses pessoais, não ponderando às consequências do seu voto para à comunidade e para o prospério da nação.
Por conseguinte, essa forma de agir e pensar pode ser explicada pela hipermodernidade na qual, conforme o sociólogo contemporâneo Lipovetisky, o ser humano tornou-se um ser hiperindividual, preocupado basicamente com seu interesse pessoal e como atingi-lo de forma rápida, sendo assim um homem futurista, o que para o todo é desastroso, pois esquece-se do passado e preocupa-se apenas com o futuro, possibilitando, com isso, que erros já cometidos no passado voltem à acontecer.
Portanto, à falta de educação política desde à escola desenvolve eleitores descomprometidos com o coletivo. Sendo assim, é necessário que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação implemente, por meio de lei complementar, na grade curricular das escolas de ensino médio, aulas de ciência política para possibilitar aos jovens o contato desde cedo com a política.