A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 22/05/2020

Na Grécia Antiga, na Cidade - Estado Atenas surgiu a democracia. Todos os cidadãos poderiam participar efetivamente dessa política, o que incluía apenas indivíduos do sexo masculino, livre e detentor de propriedades. No Brasil o direito ao voto universal e não segredador veio surgir apenas no ano de 1988 com a Constituição. Hoje, século XXI, apesar do conceito de cidadão tenha mudado, as mazelas da corrupção e segregação se reproduzem nos jovens, uma vez que a  participação política no Brasil desses está á decrescer na contemporaneidade. Assim, a reversão de tal quadro é salutar.

A priori, a ingovernabilidade estatal corroborada ao histórico de criminalidade de políticos se reproduz na incredulidade de juvenis . Nesse sentido, Thomas More escreve a obra  “Utopia” em que é descrita uma sociedade ideal como uma maneira de refletir sobre os males da sociedade. Nele, os reis que estão no poder são feitos para os homens. Diante disso, a sociedade idealizada por More não reflete a realidade brasileira, uma vez que o governo utiliza diariamente de necropolítica, quando cotidianamente é noticiado crimes políticos. Dessa forma, a operação Lava Jato iniciada pela Polícia Federal em 2014 constitui exemplo disso, posto que foram 1250 mandados expedidos, como veiculou o site de notícias “G1”, bem como mostrou como isso acarreta desilusão por parte de jovens na política.

Outrossim, a alienação cibernética acarretada de informações falsas corrobora ao não engajamento. Nesse contexto, o documentário “Fake News: em busca da verdade por trás de mentiras exibido da Globo News, revela fatores fundamentais que levaram a vitória nas eleições do Brexit do Reino Unido e de Trump nos Estados Unidos. Nele é retratado baseado em fatos reais como notícias falsas disseminadas no mundo virtual alienam os candidatos, seja ao mudar o voto ou deixando de votar. Prova disso, foi o vídeo que viralizou  nas redes sociais no primeiro turno das eleições de 2018, o qual sugeria que automaticamente ao apertar na urna o número 1 da urna aparecia Fernando Haddad. Dessa maneira, a falta de seriedade ao tratar disso culmina na ausência de esperança do jovem.

Pode-se perceber portanto que são necessárias mudanças. É primordial, então, que a escola enquanto instituição social e formadora do saber, trabalhe nas disciplinas de filosofia e sociologia temas acerca da importância da participação na política da juventude, por meio de debates periódicos aguçados entre professores e alunos que inspirem a curiosidade, com o objetivo de estimular o envolvimento. É primordial que a a mídia televisiva enquanto influenciadora da sociedade, promova a exibição de palestras gratuitas que exponham as consequências para o país sem o engajamento ativo deles, por intermédio de especialistas que tenham uma linguagem jovem, com o intuito de atenuar o alheamento. Feito isso, o envolvimento daqueles irá se efetivar.