A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 25/05/2020

Na antiguidade clássica, o termo cidadão era designado a apenas homens, que possuíssem prestigio social e fossem maiores de 21 anos. Na atual conjectura, embora este termo tenha se estendido a todo população brasileira, por meio da Constituição de 1988, a participação dos jovens na política tem refletido de modo desigual, em virtude do desinteresse promovido por escândalos políticos, consequentemente, a formação de uma futura sociedade desprovida de pensamento critico, convertendo-se propícia à manipulação.

Em primeiro plano, o processo de construção ideológica e social é, em especial, fundado durante a juventude. Desse modo, a corrupção, suborno, falsas promessas e escândalos, tende como reação o desinteresse  dos jovens na política, os quais não se sentem integrados em uma sociedade que prega a democracia, contudo não a vive. Dessa forma, é mister a retomada da força e esperança do público juvenil retratado no movimento das Diretas Já, em que em meio a repressão de um governo ditatorial, fez sua voz ser ouvida.

Ademais, o pensamento crítico é uma habilidade fundamental na formação de cidadãos mais conscientes. Sob essa ótica, em razão de frustrações políticas e sociais, os indivíduos privam-se de exercer seu papel natural, tornando-se suscetíveis a aceitar tudo que lhes é imposto, fomentando em sujeitos alienados que apenas reproduzem o senso comum. Tal cenário reforça o pensamento do filósofo Rousseau , ao dizer que a liberdade é uma condição primordial e sua renúncia voluntária é gerada de alienação.

Portanto, o Governo Federal em parceria com a mídia deve vigorar campanhas que agreguem o público jovem na participação política, por intermédio de propagandas online, em aplicativos como Instagram e Twitter, comumente utilizado pelo público alvo, além de offline, àqueles que não tem acesso a internet, afim e promover um futuro elucidado e participativo, distanciando-nos de uma raiz amarga de opressão.