A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 23/05/2020

De acordo com o romancista irlandês Georg Bernard, o progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não conseguem evoluir. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, a participação política do jovem no Brasil carece de mudanças, já que contribui para o desenvolvimento da sociedade e consolida a efetivação dos planos de Bernard. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.

Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater a escassez de jovens na política brasileira. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato se reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área sociológica, como também nos insólitos recursos em aperfeiçoamento preparação e oportunidades para atuação de jovens no campo político-social, aliados a uma boa disposição estatal para confutar a baixa representabilidade da juventude na política, medidas estas que tornariam o ambiente comunitário mais eufônico, mas devido à falta de aplicabilidade governamental isso não é firmado.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca da participação política dos jovens no Brasil, pois, não houve instrução na íntegra, impossibilitando a luta pelo desenvolvimento. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele tampouco a sociedade muda. Isto é, mostrando tanto a importância da resplandecência de um senso crítico civil quanto a base de um aprendizado educacional analítico sobre como resolver problemas voltados a falibilidade do publico juvenil na política, que seriam imprescindíveis para contrapor o impasse. Além disso, consoante ao site G1, cerca de 52% da população adulta no Brasil não concluiu a educação básica, isso comprova também toda mazela e despreparo social que permeia a atualidade.

Depreende-se, portanto, novas medidas para resolver a importância da participação política do jovem no Brasil. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos acerca da melhor forma de representação ativa do público juvenil na política, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, com participação de profissionais da área sociológica e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos á etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência no país.