A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 24/05/2020

A importância do jovem na política brasileira

Em 2010, ocorreu a chamada “Primavera Árabe”, movimento no qual jovens ativistas organizaram, por intermédio das redes sociais (Twitter e Facebook principalmente), manifestações contra ditadores de países do Oriente Médio e Península Arábica. Graças a isso, vários desses governos tiranos, os quais estavam há muito tempo no poder, foram depostos. Nesse sentido, percebe-se a importância do engajamento dos jovens para que ocorram mudanças sociais significativas, além de sua participação direta na política.

No caso do Brasil, o que está no poder há anos não é um ditador, mas determinado grupo de pessoas que conservam o “status quo”. Isso permite que o país fique em um ciclo infinito de jogo de interesses e que várias ações realizadas pelo governo sejam voltadas à sua manutenção e não ao bem comum (na cidade de São Paulo, por exemplo, ao invés de investir em saneamento básico, o que é extremamente relevante para a melhora da saúde nas periferias, o governo preferiu construir uma linha de monotrilho, pois é algo visível aos eleitores). Nesse ponto que entram os jovens. Se denunciarem e conscientizarem a população, marcando a memória de todos com manifestações e pressão aos governantes, todos vão querer que tal situação mude.

Entretanto, para quebrar o “status quo”, além de reivindicar mudanças, os jovens devem participar diretamente da política – isso fará com que novas ideias sejam discutidas, além de garantir o futuro da nação em mãos diferentes das atuais. Dois exemplos de que isso é essencial são os deputados federais Kim Kataguiri e Tabata Amaral (de 24 e 26 anos, respectivamente). O primeiro, apesar da pressão do próprio partido e de outros políticos, não cedeu a ideais contrários aos seus. A segunda, para aprovar reformas significantes à educação (sua pauta principal), encarou o ministro da área, indo diversos dias ao ministério. Essa é a energia fundamental que precisamos para modificar a realidade.

Em virtude do que foi apresentado, observa-se a importância dos jovens para transformar a sociedade. A fim de aumentar sua atuação, o Ministério da Educação deve implantar o ensino obrigatório de Ciência Política como matéria extracurricular a partir do fundamental II, para que os estudantes participem e se interessem desde cedo no assunto. Ademais, nas faculdades deve ser promovido anualmente uma “Semana de Debate Político”, na qual alunos, ex-alunos e a comunidade participem, seja via online (através de “lives” no Facebook ou YouTube) ou presencial – o governo deve divulgar esse evento nas redes sociais e na televisão, para atingir o maior número de pessoas possíveis. Com isso, o ciclo de interesses particulares será quebrado e a sociedade melhorará.