A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 23/05/2020
O “golpe da maioridade”, instruído por Dom Pedro II durante o império brasileiro deu início ao Segundo Reinado, tornando-o imperador do Brasil com apenas 14 anos. Entretanto, em nossa república contemporânea, a participação do jovem na política é uma problemática a se abordar, uma vez que o jovem brasileiro propende-se ao afastamento deste debate dado em principal causa pela sua alienação e pela falta de interesse.
Em primeira instância, alienação dentro das ciências sociais pode ser exemplificado pelo conceito de um indivíduo alheio, ou seja, sem conhecimento sobre determinado assunto. Na sociologia marxista, o processo de alienação inicia-se no ambiente de trabalho, visto que, quando o único interesse do trabalhador é o capital, o indivíduo passa a se sentir alheio deste, consequentemente, passará a se sentir alheio da sociedade, e por fim, da política. Tal conceito fere diretamente a participação da juventude na política, que quando não se identifica, torna-se alheio.
Desse modo, não só a alienação mas também a falta de interesse afasta o jovem da participação na vida política, o que é algo a problematizar, levando em consideração o fato que os jovens são o futuro da nação, consequentemente, da política. O prestigiado filósofo grego Aristóteles afirmava que o homem é um animal político, uma vez que por ser racional, pensa e busca aprender. Embora a juventude moderna tende a afastar-se da política pela falta de interesse, grande parte disso pode ser concedido pelo fato de não ter o conhecimento sobre a antropologia política e por não perceber a interdisciplinariedade da política com eventos cotidianos.
Logo, é necessário medidas de intervenção a fim de exonerar tal problemática. Com o propósito de tornar o indivíduo não-alheio, tem-se como a principal medida de intervenção a busca do conhecimento, de modo que o Ministério da Educação, por meio do ambiente escolar, reforce a realização de debates do vínculo político e em especial, que torne mais importante e ofereça mais recursos ao estudo de sociologia e filosofia, tornando-as matérias obrigatórias da grade curricular a partir dos anos iniciais, levando em conta que como foi demonstrado na filosofia aristotélica, seres humanos são animais políticos.