A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/05/2020
Por meio da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, entrou em vigor o sufrágio universal e irrestrito, que está descrito na constituição federal do Brasil, conquanto, hodiernamente, muitos eleitores não fazem questão de usufruir desse direito, principalmente os eleitores mais novos. Esse déficit tem como origem: a falta de incentivo e, também, a falta de representatividade política, na qual à juventude ativa tenta engajar-se, mas, ainda, não consegue adquirir espaço.
Em primeiro lugar, devemos ressaltar que o número de eleitores na faixa etária de 16 a 18 anos, em 2018, regrediu cerca de 14% em relação ao ano de 2014, conforme dados publicados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A falta de participação dos jovens na política pode estar ligada diretamente a ausência de representatividade, isto é, a falta de candidatos com propostas e pensamentos voltados para a juventude, levando, assim, a isentarem-se no que se refere aos interesses políticos.
Portanto, podemos inferir que as inquietações e opiniões dos jovens não são levadas em consideração nos poderes brasileiros, pois não é possível notar a inclusão desses cidadãos em locais de debates. Pode-se associar a situação desses indivíduos a um trecho da música “Não é sério”, da banda Charlie Brown Jr.: “O jovem no Brasil não é levado a sério”, que expressa o sentimento de frustração dos jovens ativos politicamente em relação ao posicionamento do estado.
Faz-se mister, ainda, salientar que há entraves para a consolidação de medidas que viabilizem maior participação política dos jovens brasileiros. Dessa forma, o estado, juntamente, aos partidos políticos, podem, por meio de campanhas nas escolas, incentivar debates sobre pautas políticas nos ensinos fundamental e médio, com o intuito de fomentar o senso crítico diante os movimentos político-sociais, além de criar cotas, por meio de decretos, para a inclusão de jovens no meio político, promovendo, assim, uma maior representatividade desses indivíduos. A partir dessas ações, espera-se promover melhores condições políticas para a juventude.