A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 30/05/2020

Segundo o pesquisador das tecnologias da inteligência, Pierre Lévy, em sua obra “Cibercultura”, criou-se o conceito de “inteligência coletiva”, na qual, a rede possibilita acessar e compartilhar dados criando uma teia de informações que tem por função nos beneficiar. Ademais, com a corrupção que permeia toda a ordem nacional e a maior influência das redes sociais no âmbito político, alinhado ao conceito de Lévy, a participação política do jovem no Brasil contemporâneo torna-se uma necessidade. Portanto, deve ser incentivada.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a corrupção estrutural que permeia nação é decorrente da baixa atuação de setores governamentais no que se concerne a ações que coíbam tais fatos. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado deve condicionar o bem-estar populacional. Entretanto, embora ocupando a 9° posição na economia mundial, essa realidade é oposta no Brasil. Devido a essa negligência, tais atos trouxeram ao jovem a necessidade de lutar contra essa realidade. Segundo a justiça eleitoral, 45 milhões de jovens têm o poder de mudar a realidade nacional com o voto e alinhado às tecnologias de informações, cabe a esse grupo o destino do progresso da nação.

Ademais, é imperativo ressaltar que o universo das redes sociais corrobora significativamente para o fluxo dinâmico de divulgação e compartilhamento de ideias. Segundo o escritor Chileno Pablo Neruda, “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisoneiro das consequências”. Partindo desse pressuposto, a prática de compartilhar dados têm grande influência no cenário nacional. Sendo cerca de 67% da população usuária das mídias digitais, segundo o Ministério das comunicações, a vida do jovem torna-se cada vez mais engajada na participação política. Aproximando-se da chamada “inteligência coletiva”.

Dessa maneira, a participação política do jovem no Brasil contemporâneo deve ser incentivada para o bem da nação. Para isso, cabe ao governo Federal, em parceria com o poder midiático, investir em campanhas publicitárias sociais do tipo “slice of life”, que busca com exemplos do cotidiano, envolver o público-alvo nas esferas digitais, para o engajamento político do jovem na luta contra a corrupção que assola o país. De modo que o Senado e banqueiros, formem fundos de verbas, para a cobertura monetária do projeto, e assim, tornar as redes sociais uma grande aliada no envolvimento do jovem na política.