A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/05/2020

Desde a formação da sociedade brasileira, a participação política era limitada à homens brancos donos de terras. A Constituição Federal de 1988, garante, atualmente, o direito à participação política de todos os cidadãos acima de 16 anos. No entanto,é perceptível o desinteresse dos jovens pela política, haja vista a alienação provocada pelas redes sociais e a corrupção, à qual desestimula o público jovem.

No livro Fahrenheit 451, o Estado usa a tecnologia como forma de alienar a população e controlar sua forma de pensar. De maneira análoga a isso, percebe-se que, a política brasileira se assemelha à ficção, visto que os jovens são manipulados por fake news e persuadidos a buscarem informações apenas no âmbito virtual, o que contribui para a alienação política e a falta de engajamento em movimentos fora das redes sociais. Nesse sentido, nota-se a necessidade de políticas que visem a formação do pensamento crítico.

Além disso, a corrupção é um dos fatores cruciais para a descrença dos jovens na política brasileira. Aristóteles, filósofo grego, afirmou que o homem é um ser político. Todavia, o cenário político brasileiro é desfavorável para que haja politização e desenvolvimento dessa habilidade proposta pelo teórico, pois os escândalos de corrupção, juntamente com as cortes de verba da educação pública fazem os jovens criarem aversão aos governantes e, consequentemente, desinteresse em exercer o direito de voto.

Infere-se, portanto, que a tecnologia, juntamente com a corrupção são uma ameaça à formação de cidadãos engajados politicamente. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação, através do financiamento do Governo Federal, criar nas escolas um projeto que vise estimular nos estudantes um interesse pela leitura, a fim de que aprendam a pensar por si, não mais sendo corrompidos por falsas notícias. Cabe, também, ao MEC implantar uma disciplina de ciência política nas escolas, de modo que as crianças se tornem jovens interessados por política e engajados na luta pelos seus direitos. Somente assim, o Brasil terá jovens interessados pela política.