A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 30/05/2020

Em 1968, ocorreu na França um movimento protestante feito por estudantes jovens que estavam insatisfeito com o governo francês, que ficou conhecido como Maio de 68. Contemporaneamente, no panorama social brasileiro percebe-se um cenário divergente do proposto pelos militantes franceses na qual a ausência dos jovens debatendo pautas políticas contribui para uma ineficiência governamental. Dessa forma, nota-se que a compactuação da sociedade com o corpo docente instaura-se em decorrência da descrença politica e pela falta de uma educação política ampla.

Em uma primeira perspectiva, sob a ótica filosófica, analisa-se que a falta de estimulo dos jovens de exercer suas cidadanias garantidas pelo Estado Democrático deve-se ao fato de que contemporaneamente arquiteta-se uma lógica individualista com o advento dos meios informativos que dá firmamento para secundarizar e apaziguar problemáticas sociais. Essa difícil inserção do jovem na política encontra-se íntima relação com pensamento do filósofo alemão Jurgem Habermas, em ‘‘A Inclusão do Outro’’, reflete a necessidade de construir uma sociedade em que alteridade seja o eixo central decisório vida publica. Desse modo, identifica-se que o apaziguamento da população na politica corrobora para uma sistemática opressão e desconstrução da dignidade de uma parcela da população

Ademais, em um segundo plano, repara-se que em um quadro de convulsão política corrobora para o desconhecimento político da população. Isso porque somado ao despreparo acadêmico e educacional da população encontra alicerce na intolerância da sociedade à divergências de opiniões, a partir de um caráter passional. O sociólogo brasileiro Sergio Buarque de Holanda, em ‘‘O Homem Cordial’’, reflete que ao solidificar a ideia do homem cordial, retira-se do povo sua verve crítica e questionadora, que é uma das bases da mobilização e, por conseguinte, da mudança social. Dessa maneira, ergue-se como necessidade empírica para o fortalecimento da democracia e do pluralismo um conscientização acerca da multiplicidade.

As falhas no modelo educacional e a compactuação populacional, portanto, fomentam exclusão do jovem na política. Para imprescindível superação desse paradigma, é premente que o Poder Executivo Federal promova políticas públicas de conscientização populacional acerca do combate sistemático à qualquer forma de silenciamento à democracia. Essas ações estatais devem ser implementadas, por meio de campanhas publicitárias, em mídias tradicionais alternativas, que levarão ao grande público a complexidade que envolve a participação do jovens debatendo pautas governamentais. Paralelamente, a elaboração de projetos pedagógicos de palestras e debates como o eixo a educação política por intermédio de profissionais especializados.Assim, o acontecimento de 1968 pelos franceses poderá ser exercido pelos cidadãos brasileiros