A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/05/2020
No início da década de 80, o Brasil vivenciou o movimento “Diretas Já”, em que os jovens e estudantes foram os protagonistas e lutaram pelos direitos atuais do país. Porém, infelizmente, a juventude atual brasileira não é ativa na política e não demonstra interesse sobre o assunto. Logo, esse cenário antagônico é fruto tanto da má influência midiática quanto do descaso governamental em solucionar a questão.
Deve-se analisar, de início, o papel da mídia para o perfeito funcionamento do modelo político atual do Brasil. Nesse sentindo, de acordo com o pensador Pierre Bourdieu o que foi criado para ser instrumento da democracia não deve ser convertido mecanismo de opressão. Contudo, os conteúdos esvaziados de sendo crítico, como os programas de auditório, promovidos pela mídia, contribuem para que os jovens brasileiros não se interessem por assuntos políticos. Sendo assim, os futuros eleitores serão propícios à manipulação, e isso causará a opressão para toda a população.
Outrossim, condiz evidenciar o descaso governamental em incluir os jovens na política como outro fator para a permanência da questão. Consoante o filósofo Aristóteles, em seu livro Ética a Nicômaco, o dever dos governantes é promover o bem-estar da população. Todavia, esses conceitos não se adequam a realidade brasileira, pois a falta de programas públicos educacionais, a nível nacional,para incentivar o ingresso da juventude nos assuntos políticos do país, proporciona jovens alienados e promoverá o desinteresse político desses cidadãos. Dessa forma, a ineficácia pública causa o mal-estar populacional e foge dos conceitos aristocráticos.
Portanto, para haja a participação do jovem brasileiro nas questões governamentais, medidas são necessárias. Destarte, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de verbas da União, incluir matérias sobre política na grade curricular do ensino médio de todo o país, a fim que essa população possa desenvolver o senso crítico, impedir que haja manipulações e ingressar no meio político. Logo, a juventude do país voltará a ser ativa, como na década de 80, e lutará pelo progresso do Brasil.