A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/05/2020
Durante o Período Imperial no Brasil, só quem completasse 25 anos podia votar; com a República, a partir dos 21 e, a Constituição de 1934 reduziu este limite para 18. Ainda que com o passar do tempo a idade mínima para votar tenha sido reduzida, a participação do jovem na política não é alta, uma vez que existem entraves, como a indiferença dos mais velhos e a descrença na mudança do cenário atual.
De início, cabe destacar que existe certo receio por parte dos mais velhos em escolher pessoas mais novas para cargos políticos. Assim como cantou a banda “Charlie Brown Jr”: “O jovem no Brasil nunca é levado a sério”, percebe-se que na sociedade contemporânea os jovens são criticados por “não terem a experiência suficiente” ou mesmo pelo simples ato de defenderem suas causas. Desse modo, o preconceito enraizado dificulta o acesso da juventude na política.
Além disso, vale ressaltar que há um desinteresse dos jovens de fazer parte do mundo político. Tal desinteresse é decorrente da desesperança em uma mudança no cenário atual do país, que vive em uma crise desde 2013, e, portanto, não há perspectiva alguma de melhora nesse quadro. Dessa maneira, é nítido que a atual conjuntura é desmotivadora para a juventude.
Verifica-se, então, a necessidade de motivar os jovens sobre política. Sendo assim, é imperativo que a Escola ensine mais a respeito desse assunto, por meio de uma matéria específica, com o objetivo de disponibilizar aos jovens mais conhecimento acerca disso e, que eles sintam-se no direito de expor suas opiniões. Assim, a participação dos jovens na política poderá ser efetivamente elevada.