A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/05/2020

Na obra musical, “Não é sério” da banda Charlie Brown Jr o tema retratado é a desvalorização da opinião do jovem em diferentes âmbitos, esta por sua vez é um assunto muito presente sobretudo na política nacional, com a falta de participação das novas gerações em assuntos governamentais, é cada vez mais difícil se desprender das velha políticas patriarcais que vem regendo o país ao longo da história.

Durante a formação do processo democrático das Cidade-estado gregas, apenas homens proprietários de terras podiam ter voz ativa nas decisões tomadas pelas assembleias. Aqui no Brasil durante o período colonial, essa tradição da política voltada apenas para homens ricos se manteve nas câmaras municipais que existem até hoje, onde somente cidadãos do sexo masculino tomavam frente dos assuntos, geralmente esses tinham uma faixa etária entre 40 e 60 anos, havendo poucas exceções aos mais novos.

A vida política na maioria das vezes foi de difícil acesso aos jovens, ora por falta de incentivo e oportunidade, ora por falta de informação por esses motivos há uma falta crônica da presença dos mesmos na política. O atual uso de mídias sociais e veículos de grande circulação, como TV e internet tem aproximado lentamente essa parte da população dos assuntos públicos.

Conforme a Constituição vigente no Brasil, o voto é uma garantia a partir dos 16 anos, tornando-se obrigatório aos 18 mas apenas ínfima parcela destes opta por votar antes da maioridade, desprezando o valor de sua parte na democracia.

Diante deste quadro é preciso buscar uma solução. O Ministério da Educação em parceria com o TSE deve estimular e conscientizar a juventude da importância de sua inserção em locais políticos, através de aulas na grade curricular sobre a história e valorização da democracia e campanhas públicas, com a finalidade de naturalizar a participação popular dos jovens, valorizando suas pautas e lutas defendidas no senado e na câmara dos deputados com um maior número de representantes, ressignificando o voto, não apenas como obrigação cível mas um caminho pelo qual se reivindica direitos necessários para as transformações sociais