A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 31/05/2020
Apesar de manifestações como as que ocorreram em junho de 2013 em todo o país levar para rua milhares de jovens em busca de melhorias para questões sociais do nosso país, como qualidade dos serviços públicos percebe-se que a participação desses jovens na política é bem pequena, o que leva a questionamentos sobre possíveis motivos dessa falta de inclusão.
De acordo com o sociólogo Zygmant Bauman vivemos uma modernidade líquida, na qual a sociedade contemporânea emerge no individualismo, imediatismo, efemeridade das relações e egoísmo. Os jovens enxergam muitas vezes enxergam a política como algo de difícil mudança, como algo que necessita de um longo processo de atualização, de batalha para melhorias, pensando assim é melhor se concentrar na carreira, em uma profissão que ofereça mais a ele estabilidade, do que algo que vai lhe trazer um trabalhoso mais arduoso.
Outro ponto é que hoje é muito comum os ativistas de sofá, é mais cômodo ficar em casa e pela internet expor suas opiniões e procurar apoiadores, fazer abaixo-assinado, postagens de intervenção do que se envolver profundamente na política, muitas vezes considerada perdida, as pessoas se sentem desiludidas e sem confiança de melhora do ramo da política logo não enxergam razões para se envolver.
Portanto, é importante pensar como mostrar aos jovens que a política é algo que envolve a todos, jovens e velhos e todo o cotidiano de cada um, participar dela é uma forma de procurar melhorias para sua rua, bairro, cidade. Esse convencimento pode ser iniciado a partir da escola, a política deve estar mais próxima da escola, as crianças devem ser sempre questionadas e ensinadas sobre a importância da mesma na sua vida, os adolescentes devem ser estimulados a se envolver em questões política e assim teremos uma participação mais ativa dos jovens na política.