A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/05/2020

A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante a todos os cidadãos maiores de dezesseis anos, a participação no cenário político. No entanto, os jovens têm tido um descontentamento no envolvimento físico de tais discussões e manifestações. Isso se evidencia não só no alto número de páginas e publicações políticas no meio cibernético, como também na corrupção política, que traz consigo o descaso dos indivíduos.

Em primeira instância, é fundamental ressaltar que o envolvimento dos jovens mudou de manifestações físicas para as virtuais. Tendo em vista que no mundo globalizado a maioria da juventude usa redes sociais e preferem se informar por elas. Entretanto, isso pode ser perigoso, pela falta de aprofundamento nos assuntos sociais e políticos, como dizia Georg Simmel, a sociedade é informada por meio de superficialidades. Além do mais, a verificação da veracidade, muitas vezes não são importantes para os jovens, as curtidas e números de visualizações passam a ter prioridade. Por conseguinte, divulgam notícias falsas e engana grande parte do tecido social.

Outrossim, vale a pena ressaltar no descaso político no Brasil e a imagem formada de que políticos são corruptos. Nesse viés, as pessoas preferem não se comprometer com as questões de organização na sociedade, por acharem que todos serão alienados e não farão o bem comum. Porém, não deve haver uma generalização, muito menos uma descrença na índole de todos os governantes, e a sociedade precisa se envolver, pesquisar, estudar e informar, para que os administradores escolhidos façam o melhor para todos. Ademais, a cobrança só pode ser feita quando se conhece os artigos e incisos do país.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para melhorar o cenário político atual do país. Cabe ao Ministério da Educação, em consonância com as escolas, fornecer disciplinas que ensinem sobre direitos e deveres políticos previstos na Constituição Brasileira, com o intuito de ensinar aos adolescentes o poder do conhecimento e a forma com que podem mudar a sociedade por meio da aplicabilidade plena dos seus direitos. Por fim, o Poder Judiciário deve atuar de forma incisiva e punir não só de forma coercitiva, mas também educativa, com trabalhos voluntários, todos aqueles políticos que desonram o juramento de fazer o melhor para a sociedade e pensam no seu prazer e se corrompem. Assim, a geração futura sentirá orgulho de participar do âmbito governamental.