A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/05/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, no momento em que se observa a atuação política do jovem moderno, no Brasil, fica claro que esse ideal é constatado na teoria, mas não na prática. No mais, essa problemática permanece ligada à realidade do país, seja pelo comodismo juvenil, seja pela inobservância do Estado. Nesse sentido, convém examinar as principais consequências de tais posturas para a nação.

Em primeiro lugar, ao se analisar a sociedade brasileira sob a visão de Claude-Strauss, entende-se que a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio das relações sociais. Nesse contexto, evidencia-se que essa é estruturada por um modelo excludente imposto por grupos dominantes, e o indivíduo que não atende aos seus requisitos é sucumbido pela militância domiciliar ineficaz. Dessa forma, nota-se a inércia do público jovem como um potencializador dessa problemática. Por conseguinte, esse ato desencadeia na mitigação da sua força política, uma vez que os governantes se atêm apenas a reivindicações que causem mobilização nas ruas, e não dão credibilidade a números do meio virtual.

Outrossim, destaca-se o descaso do Estado como impulsionador do problema. Segundo Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil às pessoas. No entanto, de maneira análoga ao pensamento do filósofo, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país, uma vez que as entidades públicas não demonstram interesse em ouvir a nova geração de eleitores em seus posicionamentos digitais. Para tanto, de acordo com o site Folha de São Paula, a internet é arma política para 71% dos jovens, em que pesquisa mostra que rede se firma como ferramenta de mobilização alternativa.