A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/05/2020
Na antiguidade greco-romana, desde cedo os jovens eram apresentados, de maneira lúdica e pedagógica, ao campo da política, com o intuito de formar cidadãos críticos e visionários. No contexto atual, por déficit educacional e inobservância estatal, a participação política do jovem no Brasil é insuficiente.
Inicialmente, vale salientar a importância do processo educacional no pensamento crítico do indivíduo em formação. Nesse sentido, vários filósofos greco-romanos obtiveram destaque na formação de uma sociedade civilizada, como é o caso de Platão e Aristóteles que, ao serem instruídos desde a adolescência sobre os processos e as manifestações de cunho político, influenciaram grandes descobertas durante toda história, sobretudo no âmbito científico.
Além disso, o Estado tem o dever social de garantir “estruturas e alicerces " para estabelecer a participação política do jovem. Sob tal ótica, na filosofia moderna de John Locke, o governo foi criado com o objetivo de assegurar a educação sociopolítica e cultural para os indivíduos desde o seu nascimento, sobretudo com vistas na formação política, que é a base de toda a construção da “obra” individual. Desta forma, o jovem teria todas as capacidades de exercer seus direitos políticos em prol da nação, de modo a fundamentar todos os investimentos e gastos estatais.
Portanto, para garantir o engajamento dos “futuros da nação” , o Estado, em parceria com instituições de ensino, deverá criar matérias específicas de aprofundamento político, com aulas presenciais e debates sobre partidos, movimentos, e os primeiros teóricos da política. Tal ação será financiada por meio de verbas e impostos, e terá por finalidade a construção de indivíduos críticos e cientes de seus “poderes” para mudar a atual conjuntura dos jovens, no que concerne o âmbito político.