A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/05/2020

Ao se discutir sobre política, percebe-se que o jovem brasileiro demonstra grande desinteresse pelo tema. Isso se deve ao fato de que um tema tão complexo exige muito estudo e deve ser estimulado para sua melhor compreensão. Há duas possíveis soluções para tornar mais eficiente a participação do jovem na política: maior incentivo e motivação por parte da Educação Básica e exigência de idade mínima de 25 anos para votar.

Em primeiro lugar, é importante destacar a irreverência do jovem brasileiro com os assuntos políticos do país. Parte dessa atitude é justificada pela corrupção inerente ao setor público do Brasil, mas o principal fator que explica o desinteresse da juventude pela política é a formação escolar, que não é capaz de despertar nos alunos interesse pelos assuntos que afetam diretamente suas vidas em sociedade. Excetuando aqueles que, ao saírem do Ensino Médio, ingressam em cursos que têm como base de estudo a política, a maioria dos alunos dedicam-se às suas respectivas especialidades e não procuram conhecer ao menos o básico para entender a sociedade em que vivem.

Em segundo lugar, vale ressaltar que poder votar com apenas 16 anos é um tanto quanto inoportuno, visto que, com essa idade, o jovem ainda nem concluiu o Ensino Médio. A adolescência é uma fase da vida em que a diversão é o principal objetivo – tudo que não é divertido fica em segundo ou terceiro planos. Portanto, fica claro que é ir contra a natureza das coisas pensar que uma pessoa com 16 anos possa decidir sobre seu futuro e de seu país, com responsabilidade. Segundo a notável psicóloga educacional Laverne Antrobus, a adolescência se estende aos 25 anos; um voto consciente e coerente é obtido, então, a partir dessa idade.

Com base no exposto, conclui-se que a participação dos jovens brasileiros na política é bastante problemática. É preciso grande empenho por parte do Ministério da Educação a fim de tornar os assuntos políticos parte integrante da Educação Básica. É necessário também uma alteração na legislação eleitoral, para que o direito de voto esteja sincronizado com uma maior maturidade mental dos eleitores.