A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/05/2020

Segundo dados divulgados pelo jornal “Estadão”, um terço do eleitorado brasileiro é composto por jovens entre 16 e 33 anos. Esse número demonstra que o problema da participação política do jovem no Brasil contemporâneo está presente de forma complexa na sociedade do país. Nesse sentido, percebe-se que o envolvimento político do jovem deixou o espaço físico e tem estado cada vez mais no meio virtual o que pode torná-la equivocada por causa da falta de debate ainda presente nos dias atuais.

Deve-se pontuar, de início, que a transferência gradual  entre os meios de comunicação configura-se como uma grande inovação no que diz respeito à participação do jovem na política uma vez que ele majoritariamente domina esse novo meio - as redes sociais. Sendo assim, o próprio atual presidente da república, o polêmico Jair Bolsonaro, utiliza o “twitter” - uma famosa rede social - como principal ferramente de comunicação com o seu eleitorado. Desse modo, os próprios jovens são os que mais consomem seu conteúdo e o disseminam através da criação dos “memes”, com seus vídeos e discursos, se mostrando concordantes, ou não, com o político citado.

Apesar disso, uma dificuldade enfrentada é questão da falta de debate. Nesse segmento, Hobermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse  modo, para que um problema como a equivocada participação política do jovem brasileiro seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, é notável uma lacuna no que se refere a essa questão na rede social já que o que não falta na mesma é a troca de palavras de ódio que recorrem à xingamentos quando há discordâncias demonstrando a falta de abertura desse jovem ao questionamento crítico, equivocando-se em suas tão defendidas opiniões políticas.

Logo, medidas estratégicas devem ser tomadas para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que os órgãos governamentais, em parceria com os próprios políticos, realizem debates nas redes sociais em formato de “lives” ou rodas de conversas ao vivo visando engajar o jovem quanto ao aspecto político da sociedade de forma crítica. Tais eventos poderiam ocorrer ainda durante a pandemia a qual o país se encontra. Além disso, não devem se limitar aos jovens e sim a toda à sociedade a fim de que mais pessoas se tornem cidadães mais atuantes na política brasileira