A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 29/05/2020
A paquistanesa Malala Yousafzai, que sofria restrições estudantes em seus país de origem, transformou não somente a sua realidade como a de várias pessoas ao redor do globo, por meio do seu ativismo em prol de uma educação mais igualitária, tornando-se um grande símbolo da política juvenil do mundo. Paralelamente, no contexto do Brasil contemporâneo, embora seja possível observar uma nova forma de participação política entre os jovens mediante do atual cenário tecnológico instalado no país, o desinteresse e a falta de engajamento político da juventude brasileira ainda é bastante notável, fazendo com que essa realidade seja pouco vista no país.
Em primeira análise, da referida redefinição da participação política entre os jovens se dá pelo fato de, por conta das revoluções técnico-cientifico-informacional e do processo de globalização, os meios de socializações foram transformados, o que afetou diretamente na forma em que os próprios jovens comunicavam-se entre si. Diante disso, um grande exemplo dessa nova forma participativa foi a chamada Revolução Twitter, na qual jovens do Irã promoveram grandes manifestações populares por intermédio da rede social como forma de protesto contra o regime autoritário então vigente.
Porém, em contraponto a isso, quando o assunto é retirado do campo virtual, ainda é possível observar que existe uma parcela da população juvenil que não se comprometem com assuntos políticos. Visto que, de acordo o estudo feito em 2018 pelo Tribunal Superior Eleitoral, há uma queda significativa da participação dos adolescentes nas eleições nacionais, que pode ser justificado muitas vezes, por esses jovens não se identificarem com os partidos brasileiros e pelos altos níveis de corrupção na política nacional. Sendo assim, faz-se necessário que medidas sejam feitas para que o futuro político do Brasil seja diferente do então visto.
Portanto, é imprescindível que o Estado tome providências para a amenização do quadro atual. Com o intuito de tornar os jovens mais engajados na participação da política nacional, espera-se que o Ministério da Educação, busque aprimorar a Base Nacional Comum Curricular das escolas, por meio de implementações na carga horária dos estudantes com projetos que procurem desenvolver um maior debate sobre o assunto e o encorajamento ao envolvimento político para que, com isso, o interesse na participação política tanto na forma virtual quanta na ativa, comece desde cedo. Assim, com essas implementações nas escolas, que são um dos grandes vetores da formação dos jovens, exemplos de mudanças e maior comprometimento com a política como a de Malala Yousafzai, serão mais frequentemente vistos na juventude brasileira.