A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 27/05/2020

A música “É preciso saber viver”, da banda Titãs, faz uma reflexão sobre como é necessário que as pessoas saíam de suas inércias para começarem a buscar oportunidades para tornarem seus sonhos em realidades. Embasado nesta interpretação, faz-se possível analisar a importância da participação dos jovens contemporâneos na política brasileira, evidenciando a premência desse grupo social em desviar de suas inércias para conseguirem lutar pelos seus direitos de participarem do campo político nacional. Contudo, entraves como a falta de medidas públicas, somado a falta de um entendimento sobre o assunto, demonstram a situação problemática existente no Brasil, o que dificulta a possibilidade da atuação unitária dos jovens na política.

A priori, é necessário ressaltar o quanto a ausência de medidas públicas afeta diretamente o envolvimento juvenil na política. Em meio a isso, uma analogia ao movimento “Primavera secundarista” faz-se possível, uma vez que, realizada em 2013, demonstra a força de oposição juvenil, frente ao projeto de reorganização escolar do governador de São Paulo. Nessa lógica, é possível observar o quanto a juventude está ciente sobre os acontecimentos políticos, e que, para serem ouvidos pelo governo, fazem tais movimentos de grandes proporções. Logo, por meio dessas atitudes, percebe-se o quanto o Brasil necessita de medidas públicas que possam dar voz a esses jovens em departamentos governamentais para que, assim, eles possam evidenciar seus pensamentos e consentimentos, o que é exposto, portanto, como direito constitucional.

Ademais, é viável considerar que a carência de conhecimento sobre a política também propicia a continuidade do entrave já exposto. Nessa linha de pensamento, observa-se que o cidadão, não sendo ensinado pelas escolas ou famílias sobre os princípios políticos e suas relevâncias para a formação de uma melhor sociedade, ele obtém conhecimentos do senso comum (algumas falsas), mas que muitas vezes são colocadas como verdades absolutas, sem mesmo ter um pensamento crítico sobre. E como consequência, ele as devulgam, como explica a teoria “Comportamento de manadas” do filósofo Nietzsche, prejudicando, assim, os jovens de experimentarem o verdadeira sentido da política.

Em síntese, medidas exequíveis são necessárias para conterem as problemáticas expostas. Para tanto, é mister que o Governo, em parceria ao Ministério da Educação, amplie a grade curricular escolar, tanto das particulares quanto as públicas, colocando uma matéria específica sobre os princípios da política, aliadas às aulas de Filosofia do ensino média, por meio de aulas teóricas e práticas, para que assim os alunos possam saber sobre importância da política, e possam exigir do governo medidas públicas para sua participação política, demonstrando a força juvenil, como na “Primavera secundarista” de 2013.