A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 31/05/2020

Na década de 80 a sociedade brasileira presenciou o crescimento do movimento conhecido como “Diretas Já!” que tinha como objetivo a eleição direta do Presidente da República. Durante esse período, a campanha contou com o engajamento de várias camadas sociais, entre elas os jovens estudantes, consolidados protagonistas em massa de tal movimento. Entretanto, é necessário ressaltar que o protagonismo “de forma pública” juvenil diminuiu se colocado em contraste com o da década citada, visto que é mais comum ver essa juventude se posicionar por meio da internet. Ademais, tal cooperação surge em um cenário de descontentamento político-social, o que gera críticas à tentativa desses jovens de busca por maior atuação política. Diante disso, fica evidente a necessidade de discussões sobre tal tema.

A participação política é tida como obrigação de todo cidadão, posto que ao atingirem a maioridade, os jovens devem exercer essa “função”. Todavia, embora muitos permaneçam com essa mesma mentalidade, outros alteram suas perspectivas e passam a apresentá-las – muitas das vezes – em redes sociais, podendo causar conflitos entre as próprias comunidades. Assim, a maior parte desses protestos são formulados via web, o que denota que a população juvenil está mais adaptada a esses meios de comunicações e utiliza desse artifício para se posicionar. Ao mesmo tempo que visam executar sua cidadania por intermédio de suas ideologias propagadas, os jovens constroem um outro meio para apresentar suas manifestações. Sob o mesmo panorama, o atual contexto do Brasil fomenta a desaprovação de grande parte da sociedade a respeito das atitudes tomadas pelos órgãos federais, o que corrobora para o aumento desses protestos e desencadeia uma série de opiniões que diferem entre si, dessa maneira, é comum que adultos – em sua maioria – desacreditem na possibilidade de uma cidadania bem construída se essa for feita às “mãos” dos jovens e, por conta disso, censurem aqueles que estão dispostos a falar, já que suas opiniões não se assemelham. À medida que os inviabiliza de apresentarem seus respectivos pontos de vista, os mais velhos se mostram contrários ao significado de democracia.

Portanto, é necessário que o Poder Público adote medidas que permitam uma participação ainda maior destes jovens, por meio de palestras e parcerias feitas com Instituições Educacionais, permitindo a ampliação de debates para que possam ser ouvidos. Além do mais, é preciso que o direito à liberdade de expressão seja respeitado, de modo que o preconceito por parte dos adultos deixe de se fazer presente e, consequentemente, estes passem a estar dispostos a ajudar a juventude na caminhada da construção para uma nova cidadania.