A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/05/2020

Não se pode negar que o engajamento político na juventude vem diminuindo, sobretudo no Brasil. Essa involução social ocorre não só pela desesperança em meio a crise, mas também devido à falta de conexão entre candidatos e esses eleitores.

Sabe-se que que a desilusão com a democracia e seus agentes, alienou os novatos. De fato, apesar do aumento na população adolescente, o número destes interessados a exercer o voto facultativo vem declinando significativamente. Basta observar o avanço dessa queda desde " as jornadas de junho", movimento no qual mais de um milhão de pessoas ocuparam as ruas do País pedindo mais investimentos públicos. Visto que pouco do prometido pelos governantes foi cumprido, o desencantamento reduziu a participação nas eleições dos anos seguintes.

Outro fator importante para a abstenção dos novos eleitores é a carência de um representante que fale a linguagem deles. Realmente, diante da não de identificação com o candidato, muitos jovens sequer acompanham a construção de projetos futuros. Essa falta de comunicação gera afastamento e portanto, impede que os jovens exerçam outras participações na política como debates, diálogo com governantes e cobrança das promessas não cumpridas. Dessa forma, o desinteresse cresce a cada dia com prejuízos ao exercício da cidadania.

Por todos esses aspectos, faz-se necessário que os agentes educacionais, como professores e pais, fomentem o interesse da juventude pela vida política. Para tal, é importante que aulas sobre sociologia política e filosofia façam parte do currículo mínimo de forma a treinar o senso crítico do alunos. Ainda, os pais devem contribuir discutindo os temas abordados nos meios de comunicação trazendo à pauta a aplicabilidade do que foi ensinado em sala de aula. Por meio de tais esforços é muito provável que em breve a participação política consciente dos mais jovens possa ser uma realidade brasileira.

Por todos esses aspectos,