A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 28/05/2020
Na série “The society” um grupo de jovens é deixado sozinhos em uma cidade sem saída, com o decorrer do tempo uma menina se assume como líder, organizando uma política naquele ambiente. Fora da ficção, o papel de modo ativo dos mais novos frente a política é questionado no Brasil. Dessa forma, alguns dos impedidores da participação juvenil é a falta de um engajamento efetivo e a carência na possível mudança.
A princípio, é lícito postular que muito é discutido sobre o panorama político nas redes sociais pelos mais jovens. No entanto, a participação nesse âmbito apenas de forma virtual é uma falsa concepção de engajamento efetivo. Isso porque simples postagens críticas as ações governamentais não são suficientes para um rompimento com a velha política. Por esse viés, percebe-se que o ser humano não tem mostrado sua característica de organização social devido ao pouco estímulo recebido na esfera educacional. De acordo com o filósofo Aristóteles, todo homem é um animal político, logo o indivíduo precisa estar a parte dos acontecimentos políticos. Por isso, torna-se necessário o aprendizado de uma forma mais direta de praticar e exigir os direitos aos poderes.
Além disso, a sociedade brasileira já vivenciou diversos episódios de passeatas lideradas pelo grupo juvenil, como foi a manifestação dos vinte centavos. Tal atitude é pouco recorrente na atualidade devido, sobretudo, a falta de indentificação do jovem como um ser social e a carência de objetivos pelo seu país. Isso se prova pelo conceito de Estado de anomia, o qual o sociólogo Durkheim ratifica que o indivíduo não se identifica com seu território após esse local sofrer intensas modificações. Dessa maneira fica explícito a ausência de responsabilidade definida do ser social no seu ambiente, além da obrigação do voto. Assim, cabe a mídia vincular a necessidade da nação buscar mudanças no seu país.
Urge, portanto, uma intervenção na sociedade brasileira para uma maior participação espontânea na política. Para isso, as Instituições escolares - responsáveis por estimular o pensamento crítico da população - deve promover a educação política da juventude, por meio de discussões sobre os problemas sociais atuais, para que o jovem possa criar sua opinião e reflexão sobre as problemáticas. Concomitantemente, a mídia - precursora da informação - precisa veicular nas suas plataformas, principalmente nas virtuais, a importância do ser político, por intermédio de diligências informativas promovidas pelo Ministério da Educação, a fim de que o indivíduo possa concretizar a sua característica aristotélica. Dessarte, assim como na dramaturgia, os jovens não só participarão como, também, serão capazes de se organizarem politicamente.