A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 29/05/2020
O movimento dos “Caras-Pintadas” ficou marcado historicamente no Brasil pela sua contribuição para o “Impeachment” do ex-presidente Fernando Collor. Essa militância, composta em sua maioria por estudantes, demonstra à geração de hoje o caráter transformador da coletividade jovem. Mas apesar do papel imprescindível para a contribuição do desenvolvimento nacional, a juventude atual enfrenta obstáculos como a desinformação e o comodismo.
Primeiramente, devido ao fato de que a distribuição da informação no Brasil ser pouco democrática, parte dos cidadãos mais novos não estão informados da influência que são capazes de exercer no governo de um país. Diferentemente dos manifestantes do protesto “Diretas Já” durante a ditadura militar, que, naquela conjuntura, sabiam que podiam mudar a situação do regime vigente na época e foram às ruas contra a opressão, exigindo seus direitos e anseios, algo que não ocorre atualmente.
Por conseguinte, a falta de conhecimento desencadeia um descrédito à possibilidade de melhoria da realidade nacional. Essa desilusão fortalece o imediatismo, a superficialidade e o individualismo, comuns na contemporaneidade, conforme explicado pelo filósofo polonês Zygmunt Bauman na sua teoria da “Modernidade Líquida”: em decorrência do estilo de vida da idade pós-moderna, nossas interações sociais são mais fluidas e imprevisíveis , e o pensador disserta que, por conta disso, o individualismo se torna mais presente nas pessoas.
Portanto, é de extrema importância que o estado tome providências para amenizar o estado atual. O ideal é que haja uma abordagem desse assunto nas escolas, em um ciclo de aulas transdisciplinares, assim os professores de história, sociologia, filosofia e geografia debateriam juntos momentos da humanidade em que jovens foram determinantes para a resolução de problemas, culturais, artísticos, políticos e ideológicos, para que assim ocorra o empoderamento do jovem por meio da informação escolar.