A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

De acordo com Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Ao analisar esse pensamento, cabe ressaltar que a nova geração é quem mais tem conhecimento sobre os mecanismos tecnológicos atuais. Portanto, é indubitável que a participação política dos jovens no Brasil é necessária. Entretanto, a manipulação de dados pela internet e a descrença da sociedade nos adolescentes, faz com que esses não se sintam confiantes para discussões sobre o Estado. Por conseguinte, se torna necessária a análise desse quadro e, inclusive, que atitudes sejam tomadas para a melhora deste.

A priori, a indução ao mesmo pensamento, sem poder ver as outras faces do processo, é uma realidade brasileira. A manipulação do comportamento social a partir de dados na internet é usado por lojas e páginas nas redes sociais, que analisam em quem e no que a pessoa se interessa, invadindo sua privacidade. Esse problema faz com que o internauta não consiga ter um olhar mais amplo da realidade em que vive, consequentemente, fake news são espalhadas com base no que ele gosta de ver. Isso dificulta a segurança do jovem ao entrar em assuntos políticos, porque ele não consegue ver tudo o que acontece e, além disso, é cercado por notícias duvidosas. Essa influência vai contra o pensamento de Jean-Paul Sartre, que diz que todo homem é condenado a ser livre.

A posteriori, segundo Talcoff Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Nesse contexto, a opinião do mais velho em relação ao jovem influencia seu ponto de vista. Desse modo, quando é nítida a descrença da família acerca do que a nova geração acredita, a vontade de participar dos processos políticos se torna quase nula, o que faz cada vez mais escassa a inclusão de jovens para o voto, manifestações e até mesmo a luta pelos seus próprios direitos. Além do mais, os estudantes – em sua maioria na juventude – passam por diversos problemas sociais que as pessoas mais velhas desconhecem. Sobretudo, sob viés da globalização e da facilidade dos adolescentes em lidar com a tecnologia, histórias são compartilhadas e movimentos podem ser feitos a fim da luta de classes, o que torna imprescindível a participação dos jovens na política.

Levando-se em consideração os argumentos supracitados, é fato que, ainda hoje, há a necessidade de programas para a inclusão dos jovens na política. Logo, cabe ao Estado promover campanhas que mostrem o valor dos adolescentes para a sociedade. Para isso, o Ministério da Educação deve promover palestras a fim de mostrar o poder do cidadão na democracia brasileira, essas devem ser feitas nas escolas e destinadas aos estudantes, com a finalidade de incentivar a participação desses nas decisões governamentais. Ademais, a mídia deve promover comerciais e eventos voltados para adultos, que explicitem o valor do jovem para a sociedade. Assim, essa problemática será combatida.