A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 27/05/2020
Na sociedade contemporânea, o jovem destaca-se como peça fundamental em vários aspectos, inclusive na política, uma vez que a participação dos mesmos gera a manutenção da democracia. No entanto, existe ausência de politicas integrativas de incentivo a participação dos jovens no âmbito politico e social do país. Logo, nota-se uma urgência em elaboração de medidas que visem o fortalecimento dessa questão.
Em meados da década de 80, mais especificamente no fim da ditadura militar, houve uma grande luta da população jovem pelo direito a participação politica da época, isso se deu através de manifestações, e uma delas mobilizou todo o país, foi as Diretas Já, que visava eleições diretas, e tornou-se um marco na luta pelos direitos políticos e sociais do Brasil. Outro marco histórico importante do país foi novamente protagonizado por jovens, os caras pintadas que foi um movimento estudantil brasileiro realizado no decorrer do ano de 1992 que teve, como objetivo principal, o impeachment do presidente da época, Fernando Collor de Mello.
Entretanto, a realidade brasileira vem mudando, pois atualmente os jovens não mostram tanto interesse em participação politicas e lutas sociais, havendo assim uma queda de 47% da quantidade de adolescentes de 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados, gerando assim um impacto, pois é através do voto que é estabelecida a democracia. Contudo, há explicações para esses números alarmantes, como a ausência de políticas públicas que engajem a população mais nova, e mostrem que o voto é crucial andamento social. E já preconizava o filósofo e educador brasileiro Paulo Freire “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Assim, será possível ter uma juventude engajada e participativa, que também vai à luta, às ruas, como nas manifestações de 2013.
Diante dos argumentos supracitados, fica evidente a importância da participação dos jovens na política para a construção de uma democracia mais sólida. Em primeiro plano, o Poder Público deve criar mais políticas que visem incentivar os jovens a participar mais ativamente em políticas do país, por meio de parcerias feitas com as instituições educacionais, com intuito de ensinar como funciona, e a importância de participar enquanto cidadão, da vida política do país, com discussões, palestras e até eleições internas. Além disso, cabe às ONGs criar projetos sociais, por intermédio de palestras e debates com especialistas e familiares, na esfera pública, visando mostrar que a democracia participativa só pode ser construída com a participação consciente de todos.