A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 01/06/2020

Aristóteles, um dos filósofos mais renomados da Grécia Antiga, ao refletir sobre a função do poder público concluiu que sua meta primordial é a garantia do bem-estar e felicidade da população. Sob esse viés, a integração entre a política e o jovem brasileiro é crucial para o trâmite democrático. Nesse sentido, convém analisarmos tanto o benefício da visão inovadora característica dos adolescentes da atualidade, quanto a limitação do exercício da cidadania perante a ausência de uma educação civil eficiente e libertadora.

Em primeira análise, a geração Z já mostra sua influência no debate democrático ao colocar pautas como os direitos de minorias sociais e mudanças climáticas em foco, contrariando a noção de que jovens não se interessam pela política. A título de exemplo, o movimento Fridays for Future - iniciado pela sueca Greta Thunberg, de 16 anos- que propôs greves escolares em prol de ações de mitigação do aquecimento global. Dessa maneira, é indubitável que a diversidade etária é positiva para a democracia no Brasil.

Não obstante, a complexidade do sistema governamental pode muitas vezes intimidar o jovem frente ao uso otimizado de sua cidadania. Segundo Karl Marx, sociólogo alemão, é de interesse da elite incentivar estratégias de alienação que transformam o cidadão comum em massa de manobra para efetivação de seus objetivos. Assim, é inadmissível que a formação cidadã de indivíduos seja colocada em segundo plano pela instituições educacionais do pais.

Faz-se necessário, portanto, que a escola desenvolva um programa educacional sobre cidadania, por meio de palestras ministradas por políticos e professores, com visitas a prefeituras, câmaras de vereadores e assembleias legislativas. Espera-se, com isso, não apenas capacitar o jovem para a participação política como também combater a alienação exposta por Marx desde o século XIX.