A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/05/2020

O Brasil contemporâneo é um país democrático, de acordo com a etimologia, isso significa que o governo é feito pelo povo, mesmo que de forma indireta, em que se elegem representantes, como é no Brasil. Sendo assim, dentro desse sistema, a participação do jovem no cenário político se mostra indispensável.

Desde 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a livre participação política tornou-se um direito de todo e qualquer cidadão e, no que diz respeito aos jovens, essa prática se mostra imensuravelmente necessária pois eles representam a próxima geração, ou seja, eles estão em uma fase intermediária em que podem aprender muito com os acontecimentos do país, para que não cometam os mesmos erros quando atingirem sua maioridade legal e, consequentemente, se tornarem os representantes políticos da nação.

O educador e escritor Paulo Freire afirmava que o jovem, ao ter acesso a uma educação de qualidade, se torna um agente de transformações sociais. Em 2016, os alunos das Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo (ETEC’s) se mobilizaram para reivindicar por uma merenda, já que a maioria deles frequentava a escola em período integral e não possuía condições de se alimentar adequadamente, sendo que após muita luta e resistência, eles conquistaram esse direito. Esse caso, mostra o ponto de Freire, ou seja, comprova a capacidade e a força que os jovens possuem para promover mudanças políticas e sociais.

Dessa forma, nota-se que a participação dos jovens na política é indispensável, e cabe ao Ministério da Educação incentivá-la através da implantação da matéria Ciências Políticas na base curricular nacional do ensino médio, pois, assim, o jovem será instruído e orientado sobre o universo político. Essa ação, somada com a potencialidade transformadora dos mesmos, trará benefícios para as gerações presentes e, principalmente, para as futuras que sentirão ainda mais o efeito desses representantes bem politizados.