A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/05/2020

“O castigo dos bons que não fazem política é ser governados pelos maus”. As palavras de Platão se encaixam à atual situação de engajamento social entre os jovens, sobretudo nas redes sociais. Hoje, no Brasil, há diversos problemas, principalmente, com as minorias que, infelizmente, sofrem com maior impacto devido a falta de sensibilidade e irresponsabilidade do Governo, sendo que é o seu dever assegurar o bem-estar do povo. Dessa maneira, convém analisar as principais causas da temática, seja pela ausência de políticas públicas eficazes, seja pelo descontentamento com o Governo.

A princípio, para o político inglês Clement Attlee, a democracia não é apenas a lei da maioria, mas a lei da maioria que respeita os direitos das minorias. Nesse sentido, o Brasil por muitos anos foi governado apenas para satisfazer os grandes latifundiários e empresários, porém isso causou uma enorme desigualdade social que acarretou em desemprego, muitas pessoas com fome, sem local para morar, escolas públicas em constante greve, o sistema de saúde com leitos cheios, entre outros. Por causa disso, os jovens desde a década de 80 se engajam mais em protestos para tentarem reverter esse cenário e cobrar para que as leis e as políticas públicas sejam cumpridas.

Nesse contexto, a insatisfação da população com as escolhas feitas para o País se manifesta nas ruas, nas redes sociais, intervenções culturais. Em relação a isso, segundo a consultoria paulistana Consumoteca, cerca de 58% dos jovens fazem militância por alguma causa. Dessa forma, é preciso fazer valer a sua vez dentro do Estado Democrático de Direito. Baseado nisso, muitas vezes, aquele que não vota, mas que busca os seus direitos e o de outros por meio das redes sociais, por exemplo, participa mais que alguém que vai Às urnas quando é obrigado, sem, contudo, acompanhar os reflexos do ato. Nessa ótica, pode-se observar uma juventude engajada e participativa, que também vai à luta, às ruas.

Sob essa conjectura, é necessário que a sociedade brasileira não produza o “castigo dos bons” denunciado por Platão com relação ao engajamento dos jovens em questões sociais. Nesse prisma, o Ministério da Educação deve fazer uma forte campanha nas escolas, por meio da escolha de uma dia do ano para que seja de conhecimento nacional que se chame “Engajamento social”. Nele, os jovens iriam participar de palestras, debates e workshops com professores, especialistas da área, políticos e com pessoas que são, tristemente, “esquecidos” e são afetados diretamente pela ausência de políticas públicas eficazes para debaterem o seu caso e propor em parceria com os profissionais presentes, ações que podem ser feitas para melhorar a vida de muitos, como saneamento básico, educação de qualidade.