A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/05/2020

Nas jornadas de Junho de 2013, onde ocorreram manifestações pela melhoria dos serviços públicos oferecidos à população brasileira, ficou explícito o importante papel dos jovens no desenvolvimento e avanço nacional, e sobretudo, a necessidade de seu engajamento nas questões políticas. Mas como lutar pelo progresso diante de tantos desestímulos, com os poucos resultados anteriores e o atual ‘‘comodismo’’ da internet?

Em uma primeira análise, a superficialidade em que são tratadas questões importantes pelos jovens, como a política, deve-se ao descrédito que possuem em relação à melhorias, que com tão poucos desfechos positivos em manifestações e atos anteriores, acabaram por deixá-la de lado, dando relevância apenas para questões para eles mais urgentes, como inserir-se no mercado de trabalho e ensino superior. Além disso, não sentem-se representados pelos políticos e não acreditam em seu próprio poder, com muita desinformação, por exemplo, de como participar da política, tornando-se para eles, uma questão muito dificultosa e inacessível.

Em uma outra análise, cabe mencionar a internet como meio para participar dessas questões, uma maneira ágil de interação e tomada de decisões que vem em sua mente antes mesmo do voto. Com isso, o então chamado “ativismo de sofá”, gera debates e discussões em prol de causas importantes com mais facilidade e acomodação, o que deveria ser um progresso, mas torna para eles ações concretas desnecessárias, como as manifestações.

Diante dos argumentos citados, torna-se necessário que o Ministério da Educação juntamente com as escolas, proponham palestras, oficinas e debates que os prepare para lutar por seus direitos e proporcionem uma outra visão da participação política, como ONGs que promovam a educação e a criação de canais de compartilhamento de informações e opiniões na internet, por exemplo. Além disso, a mídia, com seu grande alcance de públicos e com a parceria dos próprios indivíduos e a sociedade, devem criar campanhas para a mobilização e conscientização de outras pessoas para que iniciativas de intervenção social sejam tomadas pelo governo, além de propor também espaços para discussões e projetos de voluntariado, para disseminar informações. Dessa maneira, será possível inserir os jovens cada vez mais em questões políticas com sucesso e ainda, usá-los como agentes transformadores do mundo, pois bem como o filósofo Bernardo Toro, “A construção de uma sociedade democrática e produtiva requer que as crianças e jovens recebam informações e formação que lhes permitam atuar como cidadãos.”