A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 31/05/2020
A juventude brasileira, em 1988, teve uma grande conquista: a garantia do direito ao voto e uma maior participação na política do país a partir da possibilidade de escolha de seus representantes políticos. No entanto, o voto não é a única maneira de estar ativo no cenário político de um país, sobretudo hoje, na era digital. Antes de qualquer coisa, é necessário que o jovem esteja interessado e entenda a importância de sua participação na política. Nesse sentido, a educação e a internet tornam-se importantes aliadas nesse processo.
Conforme a Constituição da República Federativa do Brasil (1988) em seu Artigo 14, o voto é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para menores de 18 e maiores de 16 anos de idade. Essa conquista, por si só, é capaz de mostrar a força que tem a voz da juventude que, aliada a entidades como a União Brasileira dos Estudantes (UNE), pressionou a sociedade e parlamentares, conseguindo esse direito que é extremamente importante em um Estado Democrático de Direito, como o Brasil.
No entanto, dados de uma pesquisa feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que apesar de a maioria dos jovens estarem aptos a votar, poucos debatem sobre política. Esse resultado pode ter relação com os diversos casos de corrupção, que os levam ao descrédito, e também com uma descrença em relação aos próprios jovens que, muitas vezes, não têm os seus interesses levados a sério. Além disso, existe ainda uma questão cultural, muitas vezes fomentada dentro de casa, espaço onde esses temas costumam ser ignorados e o jovem dificilmente é levado a debater ou pesquisar sobre essas pautas.
Por isso, a educação tem um papel importante na formação política de adolescentes e jovens: trazer à tona esse debate e ensinar sobre a importância de exercer o direito de participação. Além da educação, a internet se tornou um espaço propício ao debate de pautas políticas, trazendo a possibilidade de se informarem sobre o que está acontecendo e também a oportunidade de mobilização para a organização de atos e protestos.
Diante do que foi exposto, é possível entender que muitos jovens não se sentem instigados a participar da vida política do país, embora tenham esse direito. Para mudar essa realidade e incentivar essa participação, a política precisa passar a ser vista de outra forma: é assunto para se debater em casa e, principalmente, na escola, onde deve ser ensinado a sua importância e o seu funcionamento, através de materiais, palestras e simulações, por exemplo. Dessa maneira, aqueles que são o futuro do país podem contribuir de fato com os interesses da nação de forma consciente e responsável.