A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 31/05/2020
De acordo com estudos recentes, o número de casas com acesso à internet no Brasil ultrapassa os 60%. Não é difícil notar que a grande maioria desses usuários da rede são jovens, que, por conta das mídias sociais, conquistaram um meio de expor suas opiniões individuais, ou até manifestar suas insatisfações em grupo. Nesse sentido, se faz necessário questionar a verdadeira eficiência dessas manifestações virtuais comparadas às físicas, além de avaliar a posição do Estado diante dessa nova forma da sociedade expor suas vontades.
Em primeiro plano, observa-se a falta de um instrumento que evidencie as questões abordadas pelos manifestantes virtuais. Tal carência não existe em casos de protestos que ocorrem nas ruas, que na grande maioria das vezes é potencializado pelo jornalismo veiculado pelas mídias convencionais - emissoras de televisão. Desse modo, torna-se difícil a propagação, para além do meio virtual, dos movimentos que surgem na internet diariamente.
Outro ponto é a aparente acomodação do Estado, como regime democrático, em relação à evidente mudança na forma da sociedade se manifestar. Isso é evidenciado pela falta de participação dos órgãos públicos nas redes sociais, onde se concentram as opiniões e insatisfações, principalmente do público mais jovem. Assim, o Estado se mostra distante dessa parcela da população, além de estar vendado para diversas discussões que dizem respeito à sociedade como um todo.
Diante do exposto, infere-se que a forma de se manifestar das novas gerações se mostra pouco efetiva. Assim, para que se valide a democracia, cabe ao Estado o desenvolvimento de meios oficiais, como plataformas online de abaixo-assinados, que torne possível, ao mínimo, o gerenciamento das questões abordadas pela sociedade conectada. Dessa forma, os movimentos virtuais poderiam ter o mesmo impacto que os físicos, no que se refere as medidas tomadas pelo Estado diante desses.