A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 30/05/2020
Em países como Nova Zelândia e Holanda o exercício da democracia são uns dos mais efetivos do mundo, já no Brasil o interesse político está cada vez mais em crise, principalmente, entre os jovens. Isso porque, ao contrário desses países temos um funcionamento político ainda com costumes arcaicos da época da colonização, além da nossa falta de cultura política.
Com isso, nossa juventude atual que vive a era da internet e com ela o rápido e dinâmico acesso a informação, tem dificuldade em conviver com esse funcionalismo público, no qual, não se tem acesso efetivo a dados e projetos dos governos, nem a informatização de como investem e direcionam recursos e verbas, sendo assim um amparo para nossa corrupção desmedida que desilude mutos jovens . Pois, esse excesso de burocracia estatal, além de ser um facilitador da corrupção e potencializar a descrença da funcionalidade do sistema,ainda desincentiva participação política dessa juventude.
Outro fator revelante, é a falta de incentivo ao exercício da cidadania entre os jovens nas escolas em dias atuais pelos resquícios de um passado com governos militares ditatoriais , no quais, não se tinha abertura segura para questionamento e debate político no âmbito escolar. Consequentemente, temos ainda um ensino expositivo no quesito político, seja nas aulas de história como de sociologia,em que esses alunos não desenvolvem uma cultura política baseada no hábito de estudar e debater problemas, implicações e possíveis atitudes para a melhoria escolar e política social.
Por isso,medidas como direcionamento de investimentos pelo Governo Federal para uma renovação do sistema político, não apenas em portais, mas também em uma maior virtualização política do sistema, dificultando desvios, trazendo mais credibilidade e possibilitando assim: uma participação, acesso e fiscalização pelos jovens de todo país. Além disso, implantação pelo Ministério da Educação de uma grade curricular educacional, com aulas que promovam o debate político e incentive a cidadania, sobretudo no ensino médio, aguçando jovens entre 16 e 18 anos a votar e trazendo então, uma cultura política, para que eles possam iniciar sua vida pública com mais engajamento e motivação, tão importantes para a transformação do país.